segunda-feira, 19 de agosto de 2013

TIO CANDÓCA

Saí de Morungava, mas Morungava não saiu de mim. Sou um homem urbano, mas que sonha um dia quem sabe poder viver junto a um sitiozinho em Morungava sem as preocupações do cotidiano das cidades grandes, estas máquinas de produzir loucos em série. A correria do dia-a-dia, a luta desenfreada da sociedade competitiva e o consumismo exacerbado, além do medo e da violência vem gerando sérios distúrbios no campo psicossocial. Eu fico às vezes a me perguntar a quanto tempo a gente não anda mais de pés descalços? Não andamos pelos campos de pés no chão, não obstante tendo os pés roseteados. E quando me pego nestas divagações tenho certeza que Morungava é um SPA ainda muito pouco explorado. Precisamos urgentemente reaprender o sentido da vida. Nós urbanos somos seres apressados, que realizamos dezenas de atividades ao mesmo tempo e aos poucos esquecemos que o essencial não é isto. Após vir para o Vale do Sinos sempre que possível passava férias ou temporadas junto ao sítio do tio Dino e até hoje recordo os momentos magníficos que passei neste local bucólico e repleto de histórias. Como esquecer a porteira do velho sitio. As estradinhas de chão batido repletas de Maria mole ao redor dos barrancos. Como esquecer a carreta carregada de pasto, meu tio gritando com os bois: Minuano e Bacamarte e meu primo e eu abrindo as porteiras. Nos finais de tarde de inverno quando o sol se punha no horizonte, nós ficávamos observando as nuvens vermelhas que formavam desenhos, ursos, elefantes e até algodão doce. Esta paisagem, um cartão postal, ainda hoje está incrustada em minha retina. Como esquecer do cheiro gostoso das broas de milho ou dos bijus feitos pela tia Miúda ou da garapa (guarapa), feita na hora com  limão.  E a noite ao redor do fogo de chão nós ficávamos ao lado do tio Dino ouvindo as histórias contadas pelos carreteiros vindos de Santo Antônio. Eles vinham em comboio, de três, quatro e até cinco carretas e pernoitavam no sítio de meu tio, pois ali eram sempre bem vindos. Os carreteiros traziam melado, rapadura, açúcar, ovos, porcos, galinhas, tamancos de madeira e animais que eram vendidos na região. O cheiro do galpão e o vozerio dos centauros do Rio Grande não me saem da mente. Dos vários personagens quase mitológicos do Morungava jamais esquecerei do tio Candóca. Sempre de bombacha preta, chapéu quebrado na testa, daqueles de beijar santo em parede, tio Candóca era o Rio Grande em carne e osso. O velho taura morava sozinho num sitio beira de estrada próximo das terras de tio Dino, depois que sua esposa morrera. Dizem os mais chegados que tio Candóca após a morte da companheira de mais de 60 anos de casamento se tornou ainda mais quieto. Olhar contemplativo, por vezes perdido no horizonte, tio Candóca parecia rebuscar no passado a felicidade de outrora. Quando passávamos em cima da carreta, tio Dino o cumprimentava e jamais esqueço a cena. Meu tio tirava o chapéu e saudava “Buenas Che Candóca... Como estamos?” Sorvendo o mate sentadito na varanda da casinha branca, tio Candóca também retribuía tirando o chapéu e por um momento seus olhos brilhavam tal como sol do meio dia e a resposta com sorriso largo saia assim ao natural “Buenas Arcedino... Estamos indo bem com a graça do Pai Velho lá de riba”. Um dia dentre as minhas muitas peripécias em Morungava, além de tomar banho pelado na Lagoa dos Schreiber, apanhar bergamota na beira da estrada, subindo lá nas grimpas, estucar cachópa de marimbondo com taquara, amarramos uma estopa ensopada de querosene no pé de um urubu que pegamos após um período de tratamento, soltamos o bicho num final de tarde, coisa mais linda de se ver, parecia um míssil daqueles dos americanos. O bicho velho subiu incendiando a estopa e cruzou a tarde noite naquele lusco fusco de aurora,  assustando os colonos da região, alguns afirmavam ser um OVNI que cruzou  a noite de Morungava. Teve gente que afirmou que a nave (urubu),  desceu no morro do Itacolomi, outros disseram que a tal nave se tratava de um espião vindo da cidade de Taquara ou Gravataí com propósito de pesquisar a tecnologia avançada desenvolvida em Morungava. Dias depois soube-se que nosso pobre urubu queimará uma roça de milho à dois quilômetros do sítio do meu tio. Certa feita tomei coragem e fui visitar tio Candóca que me falou da vida e assim como meu tio Dino também me passou os primeiros ensinamentos de amor por este chão e de respeito a natureza. Já com quase 90 anos nas costas, tio Candóca era uma lenda na região. Conhecia as ervas do campo e sabia a utilidade de cada uma delas. Sua esposa sinhá Firmina era eximia parteira, aprendera o oficio na campanha lá pras bandas de São Sepé de onde vieram para o Morungava no final dos anos 40. Tio Candóca não bebia, não gostava de carteado nem andava em bailanta, mas não abria mão de assistir as carreiradas de cancha reta nos domingos à tarde. Como num ritual mágico, tio Candóca encilhava seu zaino, um cavalo crioulo flor de especial, colocava sua melhor roupa, casaco estilo os revolucionários farroupilhas, boina preta ao invés do chapéu, bombacha preta e botas impecáveis e o lenço? Nem se fala vermelho, maragato puro. Dizem os antigos que tio Candóca participou da Revolução de 1923 e era amigo pessoal de Assis Brasil, bem como, de Zeca Neto e Honório Lemes, porém ele mesmo nunca confirmara, pelo contrário mudava de assunto sempre que inquirido. Na beirada do para-peito da cancha, tio Candóca passava horas assistindo os páreos. A tardezita, tio Candóca seguia estrada a fora montado em seu cavalo e eu no auge dos meus 10 anos sem saber vislumbrava um centauro da pampa. Tio Candóca era o Rio Grande a cavalo. Anos mais tarde soube que tio Candóca morrera sentado na varanda de sua casa, ali naquele lugar onde ele ficava vendo a carretas vindas do Monjolo em suas nostálgicas romarias, bem como, os tropeiros que por ali passavam levando gado para Taquara. Tio Candóca faz parte da minha história e como diria Liev Tolstói “Se queres ser universal, escreva sobre tua aldeia” ou ainda parafraseando o maior poeta da América Latina, Pablo Neruda – Confesso que vivi!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

JAIR WINGERT: "ESTES SEIS PRIMEIROS MESES FORAM DE MUITO TRABALHO E CONQUISTAS"

Verba de 250 mil para saúde, melhorias no Rio Branco, Santa Lúcia, Jardim do Sol, Morada do Sol e Centro, além de apoio aos empresários foram algumas das muitas conquistas do mandato socialista no primeiro semestre de 2013. Veja a atuação do vereador Jair:
Entre indicações, requerimentos, anteprojetos e projetos,  ingressamos com mais  de 100 solicitações desta espécie. No primeiro mês  de mandato tivemos a aprovação de um anteprojeto o qual determina a construção de um Canil Municipal para abrigar cães e gatos abandonados, bem como, que venha ser promovido o programa de adoção responsável nas festas do município. Caberá a Prefeitura tornar este projeto uma realidade. Solicitamos o agendamento por telefone de consultas nos Posto de Saúde. Também destacamos o encaminhamento ao deputado estadual Miki Breier (PSB/RS) no sentido de que o mesmo crie uma Lei Estadual que determine que professores de todas as escolas gaúchas (Municipal e Estadual) com ênfase a educação infantil sejam colocados no grupo de risco e recebam a vacina contra gripe H1N1. Encaminhamos ao deputado estadual Heitor Schuch (PSB/RS) a solicitação para que o mesmo crie um projeto de Lei que determine a realização de provas de concursos públicos estaduais e vestibulares aos domingos a exemplo da Lei existente em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e Paraíba. Esta Lei vai beneficiar aos Judeus, Adventistas do Sétimo Dia, Batistas do Sétimo Dia e outros que por princípios religiosos não participam destas provas aos sábados e sextas-feiras à noite. Também  enviamos ao governo do Estado uma Moção em apoio aos empresários calçadista que  pediram a prorrogação do ICMs presumido de 2%.  Tivemos uma reunião com o vice-governador Beto Grill solicitando agilidade na conclusão da obra da Avenida dos Municípios. Solicitamos ao prefeito melhorias para os bairros – Rio Branco, Santa Lúcia, Jardim do Sol, Morada do Sol, Santo Antônio e Centro. Outra conquista foi trazer para Campo Bom com apoio do suplente de deputado Vicente Selistre (PSB) uma Emenda Parlamentar na ordem de 250 mil reais de autoria do deputado Federal Alexandre Roso (PSB/RS). Estes recursos serão canalizados para equipar os Postos de Saúde com ênfase na saúde da mulher, sobretudo na prevenção do câncer de mama e de colo do útero. Também realizamos um abaixo assinado solicitando a Brigada Militar mais policiamento aos bairros Santa Lucia e Rio Branco em função dos assaltos ao comércio. Vale destacar que estamos colocando o gabinete itinerante nos bairros, ouvindo a comunidade numa linha direta com o vereador. Estivemos no Rio Branco, na Santa Lúcia e agora em agosto estaremos no Jardim do Sol e em setembro no Morada do Sol. “-

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O TREM DAS ONZE

Claudiomiro hoje já com mais de 60 anos, vive em Canoas.
Meu amigo Josiel Mesquita que atualmente está residindo na Inglaterra, onde trabalha numa empresa de publicidade, é filho de Novo Hamburgo. Colorado da gema ele manteve um contato e me afirmou que conheceu nosso Blog através de um amigo seu, Erton Kunzler, também de Nóia. O Josiel solicitou que repetíssemos a crônica de agosto de 2010, na qual tivemos um encontro com o lendário Claudiomiro “O bigorna”, uma dos maiores centroavantes do Brasil de todos os tempos. Este conhecia o cego dormindo e o rengo sentado. Aqui neste espaço quem manda são os leitores. E segue abaixo para o Josiel que deve estar tomando um chá das 5, a crônica abaixo. Boa leitura....

O Trem das Onze

Nada acontece por acaso, pois em tudo existe um sentido. Manhã fria de 12 de agosto, eu e minha esposa estamos na capital dos gaúchos, próximo ao Mercado Público os transeuntes enfrentam o trânsito, driblam os veículos e seguem seus destinos, cada qual com seus sonhos, angustias lutas e antes de tudo cada um traz a esperança no olhar…. Próximo ao chalé da Praça XV um mendigo dorme inerte aos acontecimentos, seu cobertor velho, encardido o aquece da frieza e ao seu lado servindo de travesseiro um jornal do dia anterior, mostrando noticias velhas e passadas. Do interior do Mercado exalam vários aromas em especial do café passado na hora… E um homem baixo, barba por fazer anuncia: compro ouro, mais adiante uma mulher propagandeia “fábrica de calcinhas” e seu anuncio misturasse com o de um idoso que grita de forma estridente “Valê, valê, valê… Valê!!!”  E o povo segue na sua tétrica romaria. Os jornais do dia trazem como manchete a vitória do Internacional de virada em cima do “Chivas” lá México com atuação de luxo do menino Giuliano e do general Bolívar. Atravessamos a movimentada avenida e nos dirigimos à estação do Trensurb, no caminho nos deparamos com a campanha de um candidato que no santinho promete salvar o mundo. Alguns metros dali, outro andarilho dorme em berço esplendido, tendo os degraus da escada como travesseiro e a seu lado o fiel escudeiro, um cão brazino ali próximo a seu dono em fiel vigilância. Bilhetes comprados subimos a escada rolante, na estação Mercado aguardávamos a vinda do trem. O vento gélido vindo do Guaíba trazia uma sensação térmica ainda menor. Quando aguardávamos o trem das 11 horas da manhã, vislumbro um dos craques do passado, um ídolo que fazia parte da minha infância e do meu álbum de figurinhas do campeonato brasileiro de 1972. Claudiomiro vestia um casaco vermelho e calça jeans, acompanhado por uma jovem senhora. Fiquei ali extasiado pois estava na minha frente um dos maiores artilheiros do Brasil. O homem que fez o gol de inauguração do Beira Rio em 1969.  Aproximando-me cumprimentei-o e puxando uma conversa lembrei-o de uma entrevista concedida a este escriba em 1994 quando o mesmo residiu em Campo Bom, mais precisamente no bairro Quatro Colônias. Aliás a mãe de Claudiomiro ainda reside na cidade do sapato e dos sapateiros! Após o bate papo descontraído, o trem das onze se aproxima e Claudiomiro sentou nos bancos à minha frente. Entabulamos mais algumas conversas, ele lembrou que na sexta-feira estaria no litoral participando de mais um jantar do Consulado. Após um silêncio fiquei observando Claudiomiro e seu olhar como que perdido, fitando a paisagem pela janela do trem. Um misto de alegria misturado com um semblante de tristeza. Quem sabe aquele senhor já sexagenário com o rosto sulcado, marcas da idade que chega de forma avassaladora, tal qual os centroavantes goleadores, com seu olhar absorto não estava lembrar dos gols que fazia nos grenais para desespero do tradicional adversário? Ou quem sabe não estava a lembrar dos embates com os zagueiros truculentos? A verdade é que Claudiomiro tinha faro e sede de gol. Era do tipo de jogador que deveria colocar na Carteira Profissional de Trabalho, função: fazer gols! O bigorna como era conhecido fazia gols a profusão, aliás, não existe gol feio, feio é não saber fazer gol. Claudiomiro com seus gols geniais fazia as tardes de domingos por vezes cinzentas e frias se transformarem em dias alegres e primaveris. Além de goleador, o bigorna tinha excelente técnica, sabia proteger a bola com seu corpo apesar de baixo, mas atarracado. Raçudo, ele encarava os zagueiros de igual para igual, Claudiomiro não arrepiava, pois sua ânsia era fazer gols e correr em direção a coréia, local extinto no Beira Rio mas que abrigava o povo colorado mais vibrante e apaixonado. O povo da coréia muitas vezes não tinha dinheiro para assistir as partidas e não raro se deslocava a pé até o estádio, sempre para reverenciar o artilheiro.  O trem das onze seguia célere e estação Aeroporto uma parada, dois garotos adentram, ambos  trajando com as camisetas do Internacional. Os dois guris passam e despercebidos nem mesmo olham para a esquerda, onde no banco em minha frente está um dos ícones do colorado. Fiquei a pensar: a idade chegou, mas com certeza, mesmo que os meninos não o reconheçam seus pais o reconheceriam e o reverenciaram, pois Claudiomiro era craque! Teve problemas fora do campo, sim os teve, mas a maioria dos craques tiveram. O certo é que Claudiomiro era um poeta que fazia sonetos com bola e seus versos sempre rimavam com gols! O campo inteiro cabia dentro de suas chuteiras. Numa das estações a jovem senhora se despede com a frase: “Tchau pai” e seguiu sua rotina.  Já na estação Matias Velho em Canoas, Claudiomiro se despende com um “tudo de bom” e se mistura com o povão que anda de um lado para outro. O trem vai se afastando e o centroavante matador do passado, aquele do meu álbum comprado na vendinha do Moraes vai se perdendo do meu olhar, mas tenho certeza que em algum lugar do passado na rede ainda balança seu último gol. E eu segui a viagem, feliz pelo momento ímpar e mágico. Estava no lugar certo e na hora certa, no trem das onze!
Claudiomiro era especialista em fazer gols, principalmente em grenais.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

AMIGOS DO PEITO LANÇA CAMPANHA DO LEITE LONGA VIDA



Lídia Duarte Wingert e o jornalista Jair Wingert da ONG Amigos do Peito estão engajados em mais uma campanha em beneficio da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom.

Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom será a grande beneficiada.

A Associação Campo-bonense Amigos do Peito, uma ONG que atua na área de palestras, depoimentos e orientação no sentido de prevenção do câncer com ênfase no câncer de mama. A Amigos do Peito surgiu a partir da mobilização do jornalista Jair Wingert e de sua esposa Lídia Duarte que teve um caso de câncer de mama (doença de Paget), diagnosticada em 2008, tendo que se submeter a uma mastectomia radial (retirada total da mama esquerda), bem como, passou por quatro sessões de quimioterapia e 25 sessões de radioterapia. Hoje a família está engajada na luta contra o Câncer de Mama e criaram com um grupo de amigos, a Associação Amigos do Peito. “O câncer afeta toda a estrutura da família e nós estamos em palestras abordando tudo o que envolveu nossa história que graças a Deus teve final feliz”, destaca Jair Wingert. Já sua esposa afirma que o câncer mexe com parte física, especialmente da mulher, mas também com a psicológica e que o caminho é a prevenção, exames periódicos, mamografia (exigir a mamografia se tem mais de 40 anos, porque é direito de toda mulher). As palestras são realizadas em qualquer cidade do Estado e contam como foi o processo de diagnóstico da doença, as dificuldades, a luta pela vida, a busca de informações (pesquisa), tratamento, confiança nos médicos, apoio espiritual, apoio dos amigos e a força vinda de Deus. Contatos para palestras em escolas, igrejas, associações, clubes de serviço, sindicatos, Prefeituras, Câmaras de Vereadores e outros podem ser feitos pelo e-mail: jwingert@ig.com.br ou jairwingert@gmail.com.

Faça sua parte: doe uma caixinha de leite longa vida integral
Baseado na premissa de não causar sofrimento e se possível diminuir o mesmo é que a Amigos do Peito através do jornalista Jair Wingert está desencadeando uma campanha de arrecadação de leite longa vida (integral) que será repassado a Liga Feminina de Combate ao Cãncer de Campo Bom. “A Liga cumpre um papel importante ajudando muitas pessoas quer com alimento, medicamento, aconselhamento, apoio psicológico e exames. Conheço o trabalho das voluntárias e eu mesma fui beneficiada e agora queremos ajudar, pois sou uma sobrevivente e sou muito agradecida por esta benção”, destaca Lídia Wingert. O jornalista Jair Wingert enfatiza: “ No quadro dos pacientes da Liga que não se alimentam pela boca estão cadastrados na Liga são em torno de 35 pacientes. A gente está pedindo que a comunidade se mobilize e ajude nesta campanha. È muito importante que a comunidade participe e faça sua doação”, destaca Jair Wingert.

Para doar é tri fácil
Para fazer sua doação você poderá fazê-lo no comércio de Campo Bom – Supermercado Central na Rua dos Andradas – Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom – Supermercado Sander na Avenida dos Municipios, no Supermercado Haag na Rua Pastor Frederico. Faça sua doação e ajude nesta causa que é de todos nós. Você já fez tudo por seu semelhante? Pense nisto, pois um dia vamos encontrar... Se você tiver sua doação para fazer, entre em contato conosco que nós vamos até você e buscamos sua doação ou se preferir vá até um dos pontos e deixe sua doação de leite. Contatos podem ser feitos pelo e-mail: jwingert@ig.com.br ou pelo telefone: (51)9856.9252.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A BOMBACHA TROCADA EM SANTO ANTÔNIO

Pois num período em que  o velho Arcedino era mais novo, ele andava por todo Rio Grande  vendendo, era uma espécie de mascate e na maioria das vezes viajava solito, à cavalo. E numa destas andanças lá pras bandas de Santo Antônio da Patrulha (lembra da piada da trulha?), pois, quando caiu a noite o velho Dino se achegou a uma pousada que ficava ali na cidade alta. Foi entrando e pedindo pouso! O dono do estabelecimento foi logo avisando: “Mais óia, vivente! Não tem mais quarto vago! Tá tudo ocupado!“. “Mas não tem nem uma cama pra mim encostá o lombo? Tô viajando o dia todo!”, perguntou tio Dino com a cara de  cão triste; estilo Pirlo aquele jogador da Itália. O dono condoído respondeu: “Tem um quarto com duas camas, mas já tem um peão dormindo lá, serve?” Tio Dino observa: “Não tô pra escolhê, serve!” Mas o dono da pensão que era cria lá do Monjolo avisou: “O índio é meio chegado numa canha! Deve tá borracho e não vai protestá!” Ao Chegar no quarto tava lá o vivente, apagado, com um litro vazio no chão e outro na mão! O tio Dino sem fazer barulho tirou as botas e se deitou! Lá pelas tantas, de madrugada, acordou com uma baita caganeira! Como todo morungavense levantou-se e saiu correndo para o banheiro que ficava no final do corredor da pensão, mas não deu tempo... deu-se a tragédia! E o pior é que ele tinha que seguir viagem de manhãzita! E agora? Olhando para o borracho na cama, viu que a bombacha dele era igualzita a sua e o tamanho também! Tio Dino que é mais ladino que lagarto tenteando caixa de abelha  teve uma ideia: tirou sua bombacha carimbada, lavou-se como pôde, tirou a bombacha do borracho e lhe enfiou a sua! Antes de sair o sol, encilhou o seu pingo e se mandou mundo a fora vendendo os produtos “Made in Morungava”! Tempos depois, andava o velho Dino pelas mesmas bandas de Santo Antônio, quando lembrou-se do vivente e do causo da bombacha trocada! Mordido pela curiosidade, chegou na pousada e perguntou pelo índio com quem dividira o quarto naquela fatídica noite! O dono do estabelecimento com cara assustada respondeu: “Pois ficô lôco, tchê! Tá internado no hospício lá em Porto Alegre”, Tio Dino sempre  preocupado com os outros pergunta: “Ué, mas por quê??!” E a resposta surgiu imediata por parte do dono da pensão: “De tanto pensá em como é que ele conseguiu cagá as bombacha sem cagá as cueca!”
    Macho ou fêmea?
Quando surgiu a tal de energia elétrica em Morungava, Ditão índio velho mais grosso que dedão destroncado, adentrou na venda do Anselmo para comprar os apetrechos para a instalação. No papelzinho que o eletricista anotou pedia uma tomada. O atendente perguntou pro Ditaõ: “O senhor quer uma tomada macho ou fêmea?” Ditão não pensou duas vezes: “Tanto faz, que é pra ligar os aparelhos e não pra tirar cria!”, Mas oigalê tchê porquera! Tem que ter concurso -  100% Morungava.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

TIO DINO: O MOCOTÓ QUE ENGARRAFA A RS 020

Veja o que é estudo, tio Dino é marqueteiro mesmo. Dá só uma olhada na chamada para o mocotó.
Pois não é que o telefone celular toca e do outro lado da linha Arcedino Nunes, popular tio Dino mais apavorado que sapo em cancha de bocha, pedindo conselhos para o sobrinho preferido. Tio Dino agora  depois de  82 anos de labuta resolveu voltar a ativa e deixou o sítio, adquirindo um bolicho ali na beira da RS 020, aquela que liga Taquara a Porto Alegre. Bem na entrada do Morungava o velho Dino oferece comida caseira, pinhão cozido, assado, lenha de nó pinho, quentão (só escondido), pastel, o famoso chicho ou “espetinho de gato”, além é óbvio do café  passado na hora, ovo cortido, rosca com nata, pão de milho, chimia, refrigerante, broa de polvilho e as deliciosas ambrosias em vidro de nescafé, produção Made in tia Miúda. Outra especialidade é o famoso Mocotó (eu particularmente não sou muito chegado, porque vai carne suína). Segundo o velho Dino o mocotó em sexta-feira a noite chega a dar congestionamento na RS 020 e se pela manhã na Rádio Gaúcha, o Macedo fala do congestionamento na BR 116, as sextas-feiras  chega a ter 35 quilômetros de congestionamento na 020, tudo em função da procura ao mocotó do Dino velho de guerra. Em Taquara o trânsito tranca alí nas proximidades do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS). E para provar que está investindo pesado em marketing, me mandou uma foto da publicidade que faz de seu mocotó alegando: “Propaganda é a alma do negócio meu sobrinho e dento do foco de marketing de agressividade, bolei este anúncio que tem feito o maior sucesso por aqui” (Dá uma olhada na foto). Agora com a crise do leite, tio Dino está fazendo um estudo cientifico lá no sitio está dando diariamente duas latas de Nescau para a  barrosa, o objetivo é ver se a vaca consegue dar leite achocolatado. “Se der certo tamo rico guri e ai tu larga este negócio de política ai por Campo Bom e vou te pagar uns 8 mil por mês para tu ser meu assessor de imprensa”,  informa tio Dino mais faceiro que gordo de camisa nova.

“Gente da cidade grande é grossa barbaridade”

Já escrevi que toda a produção do sítio do velho Dino aí na Morungava era vendido em Porto Alegre na Ceasa, mas o velho Dino também tinha um cliente forte que comprava toda produção do queijo confeccionado com leite de cabra. O cliente era um hotel alí próximo a Coronel Vicente e a Alberto Bins na capital. Tio Dino dirigia sempre em alta velocidade e quando jovem não respeitava muito, aliás, gostava de uma encrenca. E não é que um guarda de trânsito pára o velho Dino por excesso de velocidade: - Posso ver a sua carteira de habilitação?” pergunta o guarda. Tio Dino mais esperto que cigano vendendo panela disse de pronto: - Não tenho. Foi suspensa na última vez em que fui processado!"O guarda argumenta:  - Muito bem! Então posso ver o registro de propriedade do veículo? O velho Dino mais sério que nenê cagado aplica:  “O carro não é meu... Eu roubei!” O guarda já assustado destaca: “ O carro é roubado?” “Sim, é roubado! Mas espere! Acho que vi o registro de propriedade no porta-luvas quando fui guardar o meu 38...” observou tio Dino fazendo cara mau. O guarda deu um grito: “O quê? Tem uma arma no porta-luvas?” questiona o guarda que na época não era chamado de azulzinho: “Sim... Eu guardei lá depois de matar a dona do carro e jogar o corpo dela no porta-malas!”, informa tio Dino ao apavorada guarda que retruca: “Não acredito! Tem um corpo no porta-malas?” “Sim senhor...”Ao ouvir isto, o agente chama imediatamente o seu superior, que começa o interrogatório:”Senhor, posso ver a sua carteira de habilitação?”, pergunta o chefe. “Claro, aqui está ela!”, observa tio Dino.
Apreensivo, o policial examina o documento e vê que tudo está em ordem!
“A quem pertence este veículo?” - prossegue ele.
“É meu, seu guarda. Aqui está o registro de propriedade - diz o velho morungavense entregando o outro documento ao policial, que checa e constata que realmente o veículo pertence ao condutor; Arcedino Vieira Nunes.
“O senhor faria o favor de abrir lentamente o seu porta-luvas?”, pergunta o chefe.
- Sim senhor - diz o tio Dino, tranqüilamente, mostrando que o porta-luvas estava vazio. “Agora quero ver o porta-malas” - diz o oficial, confuso.
O tio Dino sai do carro e abre o porta-malas, mostrando que lá não havia corpo algum. Perplexo, o policial exclama:
“Não compreendo... O meu agente me disse que você não tinha carteira de habilitação, o seu carro era roubado, tinha uma arma no porta-luvas e um corpo no porta-malas...”  “Ah, claro. E aposto que o mentiroso também lhe disse que eu andava em excesso de velocidade, não é?”, questiona tio Dino que foi liberado e quando andou uns dois quarteirões, olhou no painel para a foto da tia Miúda filosofou: é Miúda velha, esta gente da cidade grande é grossa uma barbaridade. Morungavense que se preze conhece o cego dormindo, o rengo sentado e a cabeça que tem piolho.

100% Morungava- Tem que ter concurso!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SIM A VIDA! - PARTE 1

Adicionar legenda
A sociedade atual vem desenvolvendo nos seres humanos muitas patologias. Nunca antes na história deste planeta o consumismo e o individualismo estiveram tão em alta, causando sérios maleficios. Você já notou que todos estão estressados, com extrema pressa e doentes. As farmácia são os meios de enorme lucro, antigamente nas esquinas das grandes cidades estavam os bancos, hoje a maioria dos prédios de esquina em pontos vitais do ponto de vista de logística são ocupados por farmácias. O ser humano vive um dilema terrível. A sociedade diz que você deve ser um vencedor e aí vem a insônia, a frustração e o colapso mental. Neste exato momento existe milhões de pessoas a beira do suicídio e isso independe de raça, credo, seja rico ou pobre, todos com suas inquietudes da alma. Mas a boa noticia é que você pode mudar este quadro, você pode reescrever sua história, pode fechar as janelas “killer” de sua mente. Faça da adversidade algo positivo. Tire lições de seus erros, ria de você mesmo, não leve a vida tão a sério, lembre-se o teatro da existência é rápido e não vale à pena sofrer por coisas que nunca acontecerão. Não esqueça: viva hoje como os membros do AA (Alcoólicos Anônimos), um dia de cada vez. O ontem já não tem como mudar e o amanhã? Este não nos pertence. Lembre-se da cegueira de Milton, a surdez de Bethoveen, a poliomielite de Roosevelt, a pobreza de Lincoln, o casamento trágico de Tchaikovsky, a falta de audição e visão de Hellen Keller. Seja resiliente como foi o presidente Lula, menino pobre do sertão do nordeste em Garanhuns, veio de um lar desestruturado, chegou a São Paulo num caminhão junto com sua mãe e outros irmãos. Passou a trabalhar cedo, na empresa sofreu um acidente, a esposa morreu nos corredores de um Hospital por negligência, perdeu o filho e a esposa num dia. Decidiu lutar, ingressou no movimento sindical, não se intimidou com a milicada troglodita que dava rasantes de avião sobre o estádio onde em São Bernardo, onde os operários desafiaram o regime opressor. Foi preso injustamente. Lula perdeu várias eleições, uma delas com suspeitas, a primeira contra o caçador de marajás e depois mais duas contra FHC aquele que escreveu vários livros e depois disse que tudo que ele escreveu não tinha valor. Lula poderia ou não ter desistido? Sim ou não? Ele escolheu continuar e em 2002, a esperança venceu o medo e o menino pobre que tinha tudo para dar errado venceu e transformou o Brasil. Não resolveu tudo, claro que não, mas o menino pobre provou que o povo quando quer pode. Durante muitos anos havia no Brasil uma teoria que nós éramos uma classe inferior (andar de baixo) e quem tinha que mandar era o pessoal do andar de cima. O Lula contrariou a regra, acabou com a inflação, de devedor somos credores, criou o Bolsa Família, tirou milhões da miséria absoluta, criou o Minha Casa Minha Vida, o maior programa habitacional do mundo. Hoje existe 40 mil brasileiros de classe média baixa estudando fora do país com bolsas do governo Federal. Milhares de negros, índios, deficientes estão nas faculdades pelas cotas que democratizaram o ensino. Lula é o político latino-americano mais respeitado no mundo. Outro aspecto ao se eleger poderia ter implantado o ódio e a perseguição a quem tanto mal lhe causou, pelo contrário perdoou, buscou o diálogo, tanto que convidou para seu vice, José de Alencar, um dos maiores empresários do Brasil. Lula é um personagem a ser estudado. Tem muita coisa para ser feita no Brasil? Claro que tem, a saúde precisa avançar, a educação precisa melhorar mais. È preciso criar programas de qualificação da mão de obra, par aos poucos ultrapassar o Bolsa Família que deve ser apenas temporário. È preciso ampliar as ações em projetos sociais, mas sobretudo é imperioso redistribuir riqueza neste país de forma mais justa. Lula é um exemplo que não devemos desistir nunca. Talvez esteja escrevendo para alguém que está abatido e triste, sim é para você mesmo que acessou este Blog agora e está lendo este texto. Não desista. Não seja escravo de você mesmo. Levante a cabeça e siga em frente, vença seus medos. Certa feita Alexandre o grande, estava prestes a enfrentar um exército mais forte e numeroso. Os soldados do general Alexandre estavam sem ânimo e alguns em pânico, a derrota parecia certa. Assim que os soldados de Alexandre aportaram na praia, o general ordenou que queimassem todos os navios. Alexandre tomou a palavra e disse: “Estão vendo nossos navios queimarem? Essa é a garantia de nossa vitória, porque nenhum de nós poderá deixar esta terra detestável, sem que vençamos a batalha e quando voltarmos para casa, iremos nos navios de nossos inimigos. Não culpe Deus pelos seus infortúnios ou fracassos, você foi criado para vencer e ser feliz. Diga sim a vida. Não sei se disse mais tentei!