quarta-feira, 26 de novembro de 2014

UM PAPA EM MORUNGAVA

E o pior é que tem gente que não acredita quando escrevo sobre Morungava... Estou quase desistindo... Já escrevi de uma festa que fizemos no Morungava lembra?  Na verdade não foi uma festa grande, digamos que foi uma festinha, coisa pequena, para comemorar a vitória do Olívio Dutra (o galo Missioneiro), em 1998 a gente preparou algo bem simples. Foram mais ou menos 20 bois, 14 ovelhas e 350 galinhas.  A churrasqueira foi aberta de retro-escavadeira e tinha 540 metros de comprimento, dois e meio de altura por dois de largura. Como era uma quantidade razoável de carne tivemos dificuldades em espetos, aí surgiu à idéia: derrubamos um capãozinho de camboim, onde depois a Prefeitura construiu cerca de 180 casas populares, mas que fique claro reflorestamos em outra área depois.  Outro problema foi salgar esta quantidade de carne, mas como morungavense não se aperta, compramos todo sal de Gravataí, Cachoerinha, Alvorada, Glorinha e Taquara.  E salgar tudo isto? Foi ai que tio Dino teve a idéia, falou com o Loth que tinha um avião agrícola, colocaram a salmoura e os temperos no tanque e o avião sobrevoa a churrasqueira e em rasantes pulverizou tudo. A festa durou três dias, culminando com um baile no Salão do Anselmo que reuniu tanta gente que a orquestra teve que tocar pelo lado de fora do salão. Sabe aqueles janelões de madeira com tampões? Pois é os músicos abriram e colocaram os instrumentos por ali para animar o baile. O salão lotou tanto que um velho lá do Vira Machado dançando no meio do salão teve um piripaque e morreu, isto por volta das 4 horas da madrugada, mas o corpo só caiu por volta das 6 horas da manhã quando o salão esvaziou.  Ah é bom lembrar que em Morungava antigamente dava muitas brigas nos bailes, inclusive tinha uma placa bem no palco em letras garrafais onde se lia: “Proibido atirar nos músicos”  E para completar a introdução, o valo onde foi feita a churrasqueira encheu de sal e tempero, depois choveu se transformando num Pesque e Pague e por causa do sal tem até peixe do mar! Pois lá em Morungava teve uma época que tio Dino atuou como taxista, sendo que o ponto ficava ali na faixa perto do Bar e Restaurante do “Antonio “Porão” (Pohren). O táxi era um Opalão cor de vinho, quatro portas. Corria o ano de 1978 e descobriu-se que de forma secreta o Papa João Paulo II ou Karol Józef Wojtyła que estava no Estado viria a Morungava visitar um parente seu, o polaco Augusto como conhecíamos. Segundo falava-se o  polaco  era primo do Papa e vivia no sopé do Morro do Itacolomi onde plantava bananas, bergamotas, produzia mel e queijos finos que eram vendidos em um hotel famoso da capital.  O bispo articulou para que o Papa fosse levado escondido a Morungava e tio Dino teve a incumbência. Naquele dia  lavou o carro e até aquele cheirinho que comprava no Posto de Gasolina  do Almiro ele colocou.  O vigário de Roma chegou ao sitio de seu parente por volta das 10 da manhã, depois almoçou e solicitou que tio Dino o levasse até Porto Alegre, mas alertou num português meio atrapalhado “Vaaaamossss paaara Pooorto Alegreee... Beeeemmmm raaaapiiiido, porqueee estooou atraaasadoooo. Deeixa que eu voou dirigiinnndoooo...”. Tio Dino relutou, mas uma ordem do Papa deve ser cumprida. O velho Dino passou para o banco de trás e o Papa assumiu a direção. Atrasado o vigário de Roma “carcou a muzanga”, “sentou o sarrafo” e o Opalão seguiu em direção a Porto Alegre bem ao estilo do Ayrton Senna, só que mais adiante próximo do Pampa Safari havia uma barreira da Policia Rodoviária que interceptou o táxi. O policial ao verificar o motorista ficou assustado e foi até o rádio e pediu orientação: “Atenção base, copiando QSV... Parei um Opala que estava a 150 por hora, o que faço?”. Do outro lado o superior disse: “Cumpre a lei soldado, multa por excesso de velocidade, entendido?”perguntou e do outro  lado do rádio o soldado afirmou: “Chefe é que é gente importante que vem dentro do carro... Para o senhor ter uma idéia, talvez possa pensar que estou louco ou que bebi, mas chefe é gente muito importante que vem dentro do táxi porque o motorista desta pessoa para ter uma idéia é o Papa”. Se eu conto ninguém acredita. Tem que ter concurso -  100% Morungava -

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

JAIR WINGERT GARANTE: "UMA VITÓRIA DA VIDA"

Vereador Jair Wingert é  batalhador pela saúde da mulher especialmente no que refere a programas públicos de prevenção ao câncer.
Pela nova Lei SUS deverá fornecer perucas a pacientes submetidas a quimioterapia.
A Assembleia Legislativa rejeitou, na sessão plenária desta terça-feira (11), com 47 votos contrários e dois favoráveis, o veto total do governo do Estado (VT 165 2012) ao projeto de Lei 165/2012 da deputada Marisa Formolo (PT), aprovado pelo Legislativo em agosto passado, que visa a destinação, através do SUS, de perucas a pessoas com alopecia provocada pela aplicação de quimioterapia, como forma de recuperar a autoestima e fortalecer o paciente no tratamento e enfrentamento de câncer.A matéria, embora o reconhecimento governamental de seu mérito, foi vetada sob a justificativa de inconstitucionalidade. “Como se apresenta, a proposta direciona ao SUS uma responsabilidade que sequer temos o conhecimento de que o Sistema poderá suportar, pois depende de uma política pública específica – a Saúde – sem possuir qualquer estudo acerca do aporte financeiro necessário para que se possa  viabilizar o fornecimento  desses objetos, em que pese esta Administração entenda e acredite que esta ferramenta possa ser um instrumento muito útil para minimizar as fortes consequências de um tratamento quimioterápico”, frisa a justificativa para o veto. Durante o encaminhamento da votação, a deputada Marisa Formolo usou da tribuna para defender a derrubada do veto, que foi aposto ao projeto pelo governador em exercício, desembargador José Aquino Flôres de Camargo, que substituía o governador Tarso Genro, licenciado à época, o qual, segundo a parlamentar, não teria vetado a matéria.
Vereador campo-bonense encaminhou Moção de Apoio ao projeto  165/12
O vereador Jair Wingert de Campo Bom está comemorando e exultante  com a derrubada do veto ao projeto da deputada Marisa Formolo (PT), ou seja, agora é Lei no Rio Grande do Sul e todas as mulheres que estiver realizando quimioterapia em função do tratamento do câncer poderá se beneficiar desta Lei que garante perucas a estas pacientes. O argumento do parlamentar que  encaminhou via a Câmara de Vereadores de Campo Bom uma Moção de Apoio ao projeto ( a Moção foi aprovada por unanimidade no Legislativo campo-bonense)  “As pessoas que se submetem ao tratamento de câncer podem ter queda de cabelo e, com isso, afastarem-se do convício social, por vergonha, baixa autoestima e até depressão. Como na aplicação intravenosa da quimioterapia, a reação é frequente, a doação de peruca ajuda a aumentar o bem-estar do paciente. O cabelo é um ícone da identidade, especialmente da mulher e, com a perda dele, as pacientes passam a ter dificuldades de se inserirem na vida social. Por isso reconstituir a imagem é fundamental durante o tratamento de quem já está fragilizado pela doença.", destaca Jair Wingert que é um defensor de programas preventivos destinados a saúde da mulher com ênfase ao câncer de mama e de colo do útero.                 
*Pela proposta, o acessório deve ser fornecido aos usuários e usuárias do SUS, mas a ideia é que as instituições de saúde ligadas a esse sistema captem doações para a implantação de um banco de perucas, para posterior distribuição aos pacientes.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

VEREADOR JAIR FAZ AÇÃO NO JARDIM DO SOL

Muito lixo foi recolhido pelo vereador Jair Wingert e sua equipe no Jardim do Sol.
Limpeza de uma área pública, recolhimento do lixo e plantio de árvores no domingo pela manhã.
Na manhã deste domingo (09.11), o gabinete do vereador Jair Wingert  realizou uma ampla ação junto a área entre as ruas – Arnildo Schmidt e Senador Teotônio Villela no  bairro Jardim do Sol mais precisamente junto a uma área onde existe o Campinho de Futebol (que um dia já foi de areia). O vereador Jair Wingert acompanhado pela esposa Lídia e pela filha Larissa e mais Cláudio Cunha (assessor parlamentar) e sua esposa Élina literalmente colocaram a mão na massa. Munidos de sacos para lixo o grupo a partir das 8h e 30minutos arrecadou sacos plásticos, colchões, pneus, sofás, armários e até lixo industrial. Foram mais de 20 sacos de 100 litros contendo toda espécie de resíduos que é descartado no local que é um lindo recanto da natureza. O vereador salienta que a ideia  surgiu a partir de uma análise com relação a questão ambiental. “Estivemos na Secretaria de Obras onde explanamos ao secretário Nirio, que, aliás, realiza um excelente trabalho, pois é um técnico e trata a todos com respeito, independente do partido”, argumenta Wingert que ainda destaca: “Comunicamos ao secretário desta ação e o mesmo classificou de importante e positiva. Deixamos parte do lixo amontado no passeio público da Arnildo Schmidt e um pouco no trilho ao lado da antiga sede do Schmidt Irmãos. Este lixo armazenado deverá ser recolhido pela Prefeitura ainda esta semana”, observa Jair Wingert.

“O povo precisa de educação e consciência ambiental”
O vereador  se mostrou assustado com o que encontrou no local e sobretudo ficou estarrecido  com o que classificou de falta de educação da pessoas e desrespeito ao meio ambiente. “Olha havia muitas sacolas, remédios vencidos, dezenas de caixas de viagra, preservativos ainda sem uso; provavelmente vindos do Posto de Saúde, sem contar no volume de resíduos industriais que foi descartado ali nesta área pública que é de todos nós. Mas o que mais me apavorou foram os móveis, e em especial uma sacola que continha o corpo de um cachorro de médio porte já em estado de decomposição. Um fedor insuportável.”, argumenta Wingert que segue suas lamentações: “Que tipo de gente é esta que não consegue sequer enterrar um animal? Quem é o animal nesta história?”, pergunta o vereador “Infelizmente ainda tem muita gente sem educação e consciência ambiental. Campo Bom possui programas de meio ambiente e se alguém tem um móvel, um eletrodoméstico existe o Caco-Treco que  busca na frente da casa, que necessidade as pessoas tem de sujar as áreas públicas?” pergunta o vereador.

“Fiz a minha parte como cidadão”
Depois de três horas de muita transpiração, a equipe  do Gabinete do vereador Jair Wingert passou para a última ação que foi justamente o plantio de cinco mudas de ipê amarelo que foram plantados ao lado do passeio público da Rua Arnildo Schmidt ao lado do Campinho. “Estas mudas de árvores representam um ato simbólico de dizer que devemos ter ações ambientais que ajudem a diminuir o calor em nossa cidade, criando um micro clima e dando sombra dentro de pouco tempo a quem utiliza o espaço de lazer”, enfatiza Jair Wingert que ainda observa: “O Campinho carece de  reformas e aproveito para solicitar ao prefeito Faisal que destine umas duas cargas de areia neste local. A garotada que ali prática esportes deseja que no Campinho seja colocado areia como antigamente. Hoje arbustos e grama tomaram conta do  local. Uma boa roçada ao redor da área seria excelente. Este local é um sonho antigo da comunidade que seja construído churrasqueiras, bancos, uma cancha de bocha e iluminação no Campinho tornando a área um espaço de cidadania e lazer”,  fala Wingert que encerra agradecendo“. Agradeço minha família e a família do Cunha nosso amigo e colaborador pelo trabalho conjunto que realizamos. Não executamos esta ação só como vereador, porque nem é função do vereador tal ação, mas como vivo no Jardim do Sol resolvi fazer algo pela  comunidade na qual estou inserido e foi gratificante. Peço que a comunidade ajude a fiscalizar e cuidar deste espaço que é nosso”, finaliza o vereador Jair Wingert.
 Jair Wingert e seu assessor Claudio Cunha plantaram cinco ipês amarelos ao lado do Campinho do Jardim do Sol.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

VEREADOR JAIR WINGERT ENGAJADO NA CAMPANHA CONTRA O CÂNCER DE PROSTATA

A ideia do Novembro Azul é desmistificar a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), acomete um a cada seis homens no Brasil. As estimativas mostram que 69 mil novos casos deverão ser diagnosticados somente em 2014 no país, um a cada 7,6 minutos. E o pior é que cerca de 13 mil brasileiros vão morrer em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos. Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada. Daí a importância da realização do exame regular através do toque retal e do PSA, orienta o presidente da SBU, Carlos Corradi Fonseca. De acordo com ele, o câncer de próstata rouba do homem 7,3 anos de vida na comparação com as mulheres e isso ocorre porque eles não se cuidam. “Pessoas do sexo masculino não costumam ir ao médico porque acham que são super-homens, e o câncer de próstata, quando não é detectado no início, raramente tem cura”, sustenta. O urologista recomenda que, a partir de 50 anos, todo homem deve fazer o exame periódico. Se houver histórico familiar e se a pessoa for negra ou obesa, a recomendação é procurar um urologista a partir dos 45 anos. Fonseca alerta que o câncer de próstata é assintomático em sua fase inicial. “O exame de toque e o PSA, feito por meio da coleta de sangue, detectam a maior parte dos tumores em fase inicial, e, nesses casos, as chances de cura são de 90%”, avisa. Segundo ele, os tumores variam entre os pouco, os medianos e os muito agressivos. “No caso de ser diagnosticado um câncer pouco agressivo, é possível pensar num tratamento inicial a partir de uma observação vigilante. Se ele é médio ou muito agressivo, o tratamento deve ser iniciado logo que é dado o diagnóstico, principalmente com cirurgia ou radioterapia”, explica. A cirurgia, assegura, é o tratamento com maior índice de cura. Quando a doença se espalha, a saída é a hormonoterapia, por meio da qual a produção de testosterona no organismo é inibida, mas isso só ocorre nas fases mais avançadas. Para o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e urologista do Instituto Biocor, Daniel Xavier Lima, a boa notícia é que muitos tabus já caíram no que se refere à disposição dos homens de enfrentarem seus medos e preconceitos quanto ao exame de toque, essencial para o diagnóstico da doença. “O que existe, ainda, são informações desencontradas”, garante. De acordo com ele, um estudo norte-americano sustentou que não houve redução da mortalidade por câncer de próstata em função do rastreamento. “Trata-se de um estudo isolado que, infelizmente, teve muita repercussão porque muitos médicos generalistas interpretaram que não seria mais preciso fazer os exames”, explica. Por causa disso, o próprio Ministério da Saúde retirou o exame de próstata da rotina obrigatória. Assim, a dificuldade de conscientizar as pessoas aumentou, principalmente na rede pública, onde o paciente é, em geral, menos esclarecido (ou recebe menos esclarecimentos). “Leciono no Hospital das Clínicas e observo que os pacientes já não estão sendo encaminhados para o rastreamento. Isso vai levar, daqui a alguns anos, a um aumento no número de tumores avançados”, garante Lima. De acordo com ele, o rastreamento é responsável por 40% da redução das mortes por câncer de próstata de 1990 para cá. “Esse procedimento ficou mais popularizado a partir de meados da década de 90, com a realização do PSA e do toque. Nada pode justificar essa redução na procura a não ser a sua diminuição, até porque o número de diagnósticos aumentou”, alerta. Bruno Ferrari, oncologista e presidente do conselho administrativo da rede Oncoclínicas do Brasil, chama atenção para outro problema: o câncer de próstata não acomete apenas os idosos, mas é a partir dos 50 anos que sua frequência começa a aumentar. Depois da cirurgia, as duas maiores sequelas, segundo ele, são a incontinência urinária e a disfunção erétil. Ambas têm tratamento e podem ser revertidas. “São essas duas coisas que afastam o homem do diagnóstico. Mas é preciso lembrar que, quanto mais precoce é o tratamento, menos mutilante ele é.” A campanha Novembro Azul é realizada há cinco anos e, de lá para cá, de acordo com o oncologista, houve um pequeno aumento no número de diagnósticos precoces. “Precisamos envolver toda a sociedade, e não apenas os médicos. A gente vê poucos casos sobre a doença na mídia. As celebridades não aparecem morrendo de câncer de próstata”, lembra.

Fisioterapia
Para ajudar os pacientes na recuperação durante o pós-operatório, uma das recomendações é a fisioterapia para disfunções do assoalho pélvico. De acordo com a fisioterapeuta Maria Cristina da Cruz, responsável pelo serviço no Hospital ds Clínicas, o tratamento consiste em educar o paciente sobre a forma como o corpo vai funcionar depois da cirurgia e sobre qual será o seu papel em sua própria recuperação.  Ela chama a atenção para o fato de que o tratamento difere de pessoa para pessoa. “Não adianta fazer exercícios genéricos. Para haver resultado, as contrações devem ser adequadas e os exercícios, específicos para cada caso”, lembra. De acordo com ela, além de tomar consciência da própria musculatura e de fazer os exercícios, alguns homens precisam passar pela eletroestimulação e biofeedback, que permite ao paciente visualizar a qualidade das contrações.

Não adianta fugir
Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares * Fatores de risco: idade, histórico familiar, raça (maior incidência em negros), alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade * Prevenção: não é possível evitar a doença. Mas pode-se diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%.

Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Razões para não votar na Dilma (Leia e compartilhe)

O jornalista Juremir Machado um dos maiores  profissionais da imprensa brasileira é ancora de um dos programas mais  ouvidos do rádio do gaucho. Ele trabalha na Rádio Guaiba e escreve no jornal mais respeitado e conceituado do RS – Correio do Povo. Ele escreveu algo que  me deixou pensativo. Peço que antes de votar você leia este texto e tire suas conclusões, mas leia até o final e depois decida o que você quer para o Brasil. Jair Wingert; jornalista profissional.
Treze razões para não votar em Dilma
Postado por Juremir em 10 de outubro de 2014 - Uncategorized
Depois do primeiro turno, acrescentei três razões à minha lista para que não se vote em Dilma.
Vai mal o Brasil. Essa primeira razão fala por si. Temos o menor desemprego dos últimos 12 anos. Uma vergonhosa taxa de 5%. Culpa do PT. Só no Brasil mesmo. É mais uma jabuticaba brasileira. Qualquer país europeu civilizado tem o dobro disso. A taxa média de desemprego na Europa anda pelos 10,5%. A segunda razão para não se votar em Dilma é que a taxa de mortalidade infantil entre nós caiu 77% entre 1990 e 2012. Como se vê, o petismo nada tem com isso. Talvez tenha até atrapalhado.
A terceira razão para não se votar em Dilma é que, entre 2001 e 2012, a pobreza extrema no país foi reduzida em 75%, segundo a ONU, e a pobreza em 65%. Como se fez tão pouco! Por que não se reduziu a zero a pobreza extrema? É muita incompetência. A quarta razão para querer tirar Dilma do poder é o bolsa família. Esse famigerado programa assistencialista e populista mantém cerca de 16 milhões de crianças na escola, arrancou quase dois milhões de famílias da miséria e dá acesso ao mercado interno de mais 50 milhões de pessoas. É inadmissível. Os beneficiados ficam contentes e irracionalmente tendem a votar no governo que os ajuda. Um comportamento racional os levaria a recusar esse benefício ou a votar pelos que o rotulam de bolsa preguiça.
A quinta razão para se fugir de Dilma é ProUni.
O ProUni é um programa devastador. Botou, em dez anos, dois milhões de jovens pobres em instituições privadas. Está acabando com uma das mais caras noções da meritocracia branca e rica: a universidade para poucos, o curso superior como uma distinção de elite. Onde vamos parar? As universidades agora têm alunos de todas as classes e cores. A educação é um dos maiores problemas do Brasil. Está cada vez mais inclusiva e multirracial. A sexta razão vem das cotas raciais. Mais um mecanismo devastador. De repente, não tem mais só brancos nas salas de aulas de instituições antes tão homogêneas. O preservador das tradições se assusta e grita: “É um racismo às avessas”. O liberal repete seu mantra: “O importante é ter as mesmas condições no ponto de partida”. Obviamente que isso nunca existiu e, se depender de alguns, nunca existirá.
A sétima razão para não se votar em Dilma é que os governos petistas criaram 14 novas universidades públicas e centenas de extensões no interior dos país. Isso é lamentável, pois diminui a importância das grandes cidades, estimula os jovens a não migrarem mais para as metrópoles e, com o Enem, desvaloriza os vestibulares tradicionais. A oitava razão é que, apesar do crescimento baixo, a inflação, considerada altíssima,  estourou o teto da meta uma vez. A oitava razão para se votar em qualquer um, menos em Dilma, é que a taxa Selic, que chegou a 45% num dos governos de FHC, só está em 11% atualmente. A nona razão para não se votar em Dilma é que tudo isso não passa de uma estratégia para desviar a atenção da corrupção, a maior que já vimos, exceto pelo que aconteceu nos últimos 500 anos, mas não foi noticiado, salvo nos governos de Getúlio e Jango, por não ser do interesse dos donos da mídia ou dos discretos generais ditadores que detestavam escândalos e amavam o Maluf.
A décima razão é que Dilma ganha no nordeste. Tem o voto dos pobres. E pobre, como todo mundo sabe, especialmente FHC, vota por interesse, com o estômago e com o bolso. Só rico vota por racionalidade, desinteresse e idealismo como provam os lacerdinhas, os coxinhas e todos os que recebem bolsas como o bolsa moradia dos togados.
A décima primeira razão para não votar em Dilma é que ele pode continuar fazendo o que fez até agora. Por exemplo, aumentar o salário mínimo, essa irresponsabilidade que produz inflação e compromete os ganhos de empresários.
A décima segunda razão para não votar em Dilma é que ela é odiada pela mídia de Rio de Janeiro e de São Paulo, que, como todos sabem, é uma mídia imparcial, neutra, objetiva e tucana só quando não lhe sobra alternativa, ou seja, sempre.
Até dá para desconsiderar isso tudo e votar. O problema é a décima terceira razão: nunca se aparelhou tanto o Estado. Por exemplo, na educação. Eu não perdoo. Nem esqueço. Sei que isso é o mais importante. O resto é pura perfumaria.
Anularei o meu voto. Na margem de erro, acerto um ponto fora da curva.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

VEREADOR JAIR WINGERT DO PSB DE CAMPO BOM REAFIRMA SEU APOIO A DILMA ROUSSEFF NO SEGUNDO TURNO

“Votar em Aécio é trair os ideais de Miguel Arraes. A união de socialistas com neoliberais é um estupro na história”.
 Leia a Carta de Roberto Amaral um dos homens mais íntegros desta nação, sigo seus ditames, jamais um socialista poderá  aceitar uma aliança com quem quebrou o Brasil três vezes, chamou aos aposentados de vagabundos, jamais. Sou socialista e não carguistas como muitos.

Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro.
        A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.
        Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.
        Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.
        Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes. O Senador Capiberibe votou em Dilma Rousseff.
        Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.
        Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.
        Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.
        Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.
        O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.
        Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.
        Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.
        Denunciámos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
        O Brasil não pode retroagir.
        Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.
        Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
        Roberto Amaral

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OS TIRIRICAS DA VIDA

Nada contra os palhaços muito antes pelo contrário, acredito ser uma classe artística da mais alta relevância, mas convenhamos esta eleição aponta para tempos muito dificeis que vamos enfrentar logo ali na frente. Me orgulho de ter vindo de uma geração que lutou contra a ditadura, compartilhei com os meus amigos do “8 de outubro” de muitos e muitos sonhos, alguns literais na padaria da Cidade Baixa e outros impublicáveis. Buscava de ônibus em Porto Alegre exemplares do jornal Hora do Povo, apanhados no Mercado Público, para distribuirmos em Campo Bom. Participei do Comício das Diretas no Largo Glenio Peres. Coordenei a campanha para deputado Federal constituinte em 1986 de um dos homens mais sérios e de principios que conheci; o velho Jairo de Andrade. Votei no Brizola em 89, participei do movimento dos Caras Pintadas que derrubou o corrupto Collor de Mello. Sou do tempo que a gente colocava dinheiro numa sacola nos comícios para pagar as viagens do Lula. Vencemos em 2002 na campanha em que a Esperança venceu o medo! Porém hoje o que a gente vislumbra são tempos complicados, pare e pense:as expressivas votações de Bolsonaro, no RJ, e Luis Carlos Heinze, no RS, aquele mesmo que falou coisas terríveis contra negros, indios e quilombolas. Tais votações demonstram que a "nova política" que ganha espaço é a política da discriminação, da intolerância, da indiferença. Faço minhas as palavras do meu amigo hamburguense, uma das cabeças pensantes da região, o causidico, Vinicius Bondan que diz assim no seu texto catedrático e porque não filosófico “É a política do "anti". Mas o "anti" nunca construiu nada. Os nazistas eram antissemitas. Os fascistas, antidemocráticos. Os fanáticos islâmicos, anticristãos. E os fanáticos cristãos, vice-versa. O "anti" só faz vingar o ódio. E o ódio só faz vingar o oposto do que precisamos para mudar o mundo: a solidão, o isolamento, a divisão. O mundo precisa de mais união, de mais respeito, de mais compaixão. Infelizmente, falar disso hoje, especialmente em política, é piegas. Mas a política, já diziam os gregos antigos, é, ou deveria ser, justamente isso: a construção do bem comum. Hoje lamentavelmente tem se tornado na cruzada pela aniquilação daqueles que pensam diferente de mim. A "nova política" que eu sonho, e espero viver para não só vê-la, mas participar dela, tem inclusão, respeito às minorias e à diversidade. E muito, muito menos ódio e intolerância.Essas palavras deixo em virtude da minha profunda decepção com os resultados dessa eleição, que demonstrou que os protestos do ano passado eram, sim, por 20 centavos, ou menos que isso”. O texto do Dr. Bondan é quase profético tamanha sapiência da sua escrita contudente, mas por outro lado defendo que o Brasil precisa avançar na reforma politica urgentemente. Particularmente defendo o voto facultativo, o voto em lista ou seja, votar na ideologia, no projeto do partido, bem como, defendo o voto distrital misto, mas como, implantar voto facultativo junto a um povo o qual procura no chão um “santinho” para votar? Um pais onde o candidato ao invés de apresentar propostas ataca seu adversário. O fenômeno Tiririca que é bem diferente de Bolsonaro, de Heize e outros, aponta para o desconhecimento da população. As pessoas não sabem o que faz um deputado estadual e federal, desconhece o papel de um senador. Você que está lendo este texto sabe o papel de um senador? A escola deve ensinar o que faz um vereador, um prefeito, presidente, deputados e senadores. Se as pessoas soubessem o verdadeiro papel destes representantes, os Tiricas da vida não se elegeriam. Por outro lado vejo de forma indigesta os ataques terríveis nas redes sociais. Mentiras, calúnias tudo para denegrir a imagem de alguém que até na cadeia não desistiu do Brasil. Se em 2002 a Esperança venceu o medo, agora em 2014, a Esperança terá vencer, o ódio, a mentira e o terrorismo da direira rancorosa que até hoje não perdoou a chegada de um metalúrgico ao comando deste pais e pior, este metalúrgico, não era sociológo, não era usineiro, nem dono de jornal, pudesse transformar o Brasil numa grade nação. Que este trabalhador, sim porque durante muito tempo sofriamos da sindrome de “Vira-lata”. Só quem poderia mandar era o pessoal do andar de cima. “Quem é tu trabalhador para ser presidente?” Só que um dia nós revertemos esta ótica tacanha e vencemos e para isso não teve perdão.Até hoje a direita não aceitou aquela derrota de 2002. Esta será uma eleição histórica e o povo vai vencer novamente. Jair J. Wingert; jornalista e vereador do PSB de Campo Bom.