segunda-feira, 11 de novembro de 2013

TIO DINO DOMINOU O FACEBOOK

Pois não é que o velho Dino se aventurou pela internet e ontem recebi um e-mail do cidadão mais famoso de Morungava. Todo “gavola”, agora já avisa que ele e a tia Miúda estão também no facebook, colocaram fotos dos bois, das galinhas, do sítio, do Peri e do gato Sarney. O velho Arcedino condinome Tio Dino me mandou um texto pelo e-mail alertando que todo bom morungavense não pode esquecer suas raízes e salientou via internet, algumas coisas que na casa de todo morador de Morungava deve constar. Ai vai a lista: tem cortina ao invés de porta tem um pijáme bom pra no causo de baxá hospital e uma roupa bonita pra ir na igreja. Tem umas perna de salame dependurado no porão.Tem o calendário 'Santo Antônio' na parede da sala. Tem sempre um pé de gavirova na frente da casa, pena que é tudo bichada, mais o dono sempre come. Diz que o que não mata ingorda. Tem uma mesa comprida, com gaveta e o baralho ensebado dentro
Tem o canivete em forma de foice pro fumo. Tem umas latas no alto do balcão da cozinha com farinha, arroz, erva, açucre... aquelas que os nêne sentam em cima pra fica no tamanho da mesa
Tem roupa secando no tampo e nos ferrinho do fogão à lenha, aceso o ano intero e com a chaleira que nunca sai de cima. Tem um saco de ráfia pendurado, com um monte de oturos saco de ráfia dentro. Tem patente ou tem banheiro, mas é do lado de fora, na patente tem sabugo, revista velha ou jornal no lugar do papel higiênico. Tem os remédio pra berne e sarna dos bicho em cima da geladeira. Tem uns pé de bergamota, lima ou laranja do céu do lado da casa, onde os cusco ficam deitado o dia intero!!! Tem a varinha atrás da porta pra tocá os gato pra fora. Tem telefone com antena externa e uma bateria de caminhão. Tem um sabugo de milho enrolado com um pano pra tranca a água do tanque. Tem compota e as chimia de tudo os tipo e as ambrosias da Miúda em cima do balcão. Tem meia dúzia de galinha ponhedera solta no pátio que vão virar brodo qualquer dia. Tem as toalhas de mesa floriadas pra usar quando vem os parente ou as visita. Tem aquele fusca 75 estacionado na garagem.Tem casca de laranja pendurada atrás do fogão a lenha pra faze chá.Tem pedaço de chinelo de dedo pra fazer a porta para de bater. Tem batata doce e amendoim assando no fogão a lenha. Tem pôster do Grêmio ou do Inter campeão. Bemmmm de antigamente.Tem ratoeira armada em tudos cantos da casa. Tem o tanque de concreto que os nêne toma banho nos dia quente com a água que a nona lavo a roupa, com o sabão de soda, claro. tem umas vaca de leite que vão carniá quando fica gorda. Tem os tarro de leite tudo batido de caí de cima do toco da estrevaria. Tem o quadro dos bisa, quando eram novo, na parede da sala. Tem o espelhinho laranja no banheiro e o estrado de madeira pra tomá banho, onde que cai o sabão e você não consegue pegar. Tem, pão sovado, salame, chimia e sagu pra comer, sempre. Tem toalha de crochê enfeitando a mesa da cozinha. Tem uma vassoura de galho pra varre o pátio, escorada numa árvore. Tem foto do Brizola quando era governador do Rio Grande do Sul. Em Morungavana tem sempre a pessoa que quando da uma trovejada de chuva, a pessoa diz que São Pedro ta jogando boliche no céu. Os móveis são azul, vermelho ou bege as paredes da casa são pintadas com cal misturado com alguma cor bonita como rosa, azulzinho fraca. Só não tem chave na porta da frente, a outra é com tramela. Em Morungava se vive assim, jeito simples e coração grande...Tem a tábua na cozinha com os queijo fresco e os queijo duro pra ralá na sopa. Não podemo esquece dos urinó debaixo da cama pra quando chove não precisa ir de noite na patente. Tem vidrinho de Olina e lactopurga que é pra quando o “estambo” não estiver bom. É uma beleza, tu toma uma olina e depois dá cada arroto que chega balança o Morro do Itacolomi. Em Morungava também tem aquela vasilha com água na porta da entrada da cozinha pra modo de lava as mão e a nuca quando chega da roça. Mas buena meu sobrinho vou parando por aqui, mas tem muito mais coisas para contar. Estou aguardando tua visita e aí em Campo Bom: não afrouxa o garrão. Qualquer problema maior é só me chamar que eu vou aí. Assinado Arcedino Vieira Nunes – Morungava -

terça-feira, 5 de novembro de 2013

DA AURORA O SOL NASCE

A crônica desta semana presta uma homenagem a um grande amigo e escritor aqui da cidade, trata-se do seu Eurico Schneider, um homem de bem que tem sua vida pautada na ética, na fé e nos valores da família. Ele é autor do livro - “Quando um olhar se torna eterno” que conta a saga de amor, trabalho e paixão da família Schneider. O texto de hoje é de autoria deste excelente escritor. A vida me concedeu o privilégio de conhecer o seu Eurico e sua família e fazer parte  do seu grupo de amigos; sou grato por isso. Uma boa leitura....

*Eurico Schneider (Escritor campo-bonense)

Na trilha escolhida percorro velozmente o espaço para o nosso encontro. Por favor, deixa a porta aberta que espantarei as trevas. Acorda, pois um novo dia chegou. Não tenho medo de caminhar e muito menos segredos em trabalhar. Venho para iluminar e aquecer. Procura nunca esquecer: aproveita o meu ser, mas respeita, posso queimar. Sou apenas um singelo raio de sol.
Tomar a estrada e dar os primeiros passos faz-nos persistentes, valentes e corajosos. Não tenhamos medo. Vamos construir, mostrando que nós temos melhorias para efetuar. Alguém precisa tomar à frente e redirecionar novas alternativas. Por isso, mergulho nessa linda aurora de verão e me lanço sobre o vasto planeta terra para abraçar a praia e o mar. Onde farei contagiar em alegria a todos os visitantes o doce encanto desse lugar.
- Por que queres tu, areia das dunas da praia, mergulhar pelos ares em danças extravagantes e espantar o meu belo dia de sol?
- Não cobras de mim! Aliás, o que queres cobrar? Por que não deixar o vento a transportar-me e me enlouquecer pelas carícias no entrelaçar da nuvem que se ergue aos céus?
- Não percebes que, sendo assim, estragas todo o meu brilho? Como poderei participar do meu primeiro concurso, logo à noite, se persistes em estragar meu doce e suave banho de sol?
- Concurso! Ó borboleta! Por acaso não estás sonhando alto demais não?
- Se pudesses ver todo o meu belo vestir, a tua palavra seria outra. Agora, aqui jamais poderei abrir minhas asas, preciso proteger-me. Por favor, ó vento, já não estás saciado desta apresentação descontrolada?
- Minha frágil borboleta por que viestes escolher este local tão deserto?
- Vejamos. Este lugar aqui, sendo um lugar especial, ainda é cedo, mas logo estará repleto de visitantes. A maioria virá das fugidas dos estresses diários das muitas cidades espalhadas por essas terras.
- Preciso rir, pois vejo o quanto tu és frágil. Nada poderás fazer para conter o meu bailado. Percebo que posso transportar a areia e fazer tantos e tantos outros objetos voarem pelos ares. Inclusive tu, borboleta, estarás, num pequeno descuido ou no meu enfurecer, completamente perdida no meio da nuvem de areia que ora se eleva ao céu e, tão logo, se atira ao mar.
- Agora basta! Vou interferir! Não deixarei nada de ruim acontecer à borboleta indefesa.
- O que poderás fazer? Teu trabalho é apenas iluminar e aquecer. Como queres interferir se posso empurrar as nuvens para te ocultar?
- Vento! Vento! Conheço o teu poder. Porém, desconheces tudo que provém do meu existir. Todos nós dependemos um do outro, mas, principalmente, neste local, eu, singelo raio de sol, entre tantos e tantos outros, faço a grande diferença, pois, faço parte do grande astro rei.
- Falou bonito! Fiquei tão envergonhado que me retirarei deste local. Vou transformar-me em uma leve e suave brisa. Serei agradável a todos.
- Graças! Já foi em tempo. Já não suportava mais ficar exprimida contra o chão. Agora posso abrir minhas belas e coloridas asas e, sossegada, tomar meu banho de sol.
- Bela borboleta! Como és linda! Contemplo a tua beleza e desejo que ganhes esse concurso. Como gostaria de estar presente.
- Como poderás estar presente se te despedes com a chegada da noite?
- Por favor, sugiro que abras tua bolsa e pegues a caixinha que carregas contigo, ali entre o espelho, perfumes e produtos de maquiagem. Essa será a minha escolha e lugar onde poderei esconder-me. Jamais terei outra oportunidade igual para demonstrar o quanto poderei ser útil em tua vida.
- Estás ignorando donde vens? Como poderás desprender-te do sol que te cria e dá vida?
- Não percas tempo! Confia e verás essa noite o grande milagre da entrega, o milagre da doação.
- Vou confiar. Porém, quero entender e compreender o que deverei fazer com a caixinha depois que estiveres acomodado e trancado.
- Explicarei. Quando for tua hora de desfilar, a lua ficará escondida no horizonte do céu estrelado, abre a caixinha e lá estarei para apreciar-te na passarela repleta de luzes artificiais. A tua beleza será preenchida pelo brilho que te acompanhará a cada passo dado. Transformarei meu ser em um tapete de luz ao entregar-me a teus encantos. Os teus pés beijarão a glória da tua magnífica apresentação e vitória. Serás lançada para o auge da fama e serás a nova ícone da beleza de todas as passarelas e redes sociais. Apenas te pedirei um grande favor, não te esqueças de fechar a caixinha no final do teu desfile e logo, ainda madrugada, de abri-la para que eu possa voltar donde sou.
- Estou fortalecida. Vou agir rapidamente. Estarei preparada e farei conforme o nosso combinado. Agora vamos, quero mostrar a todos o que sou capaz. O que uma borboleta realmente é capaz.
A noite foi perfeita. Tudo transcorreu às mil maravilhas. A borboleta foi coroada a miss praia. Já voando para sonhos mais altos e conquistando as grandes metrópoles e todos os recantos do universo. Enquanto eu volto a ser um singelo raio de sol.
O crepúsculo despediu-se, as trevas dissiparam-se e o amanhecer deu espaço à manhã seguinte. Esta, repleta de um céu totalmente aberto, deixando o sol brilhar ardentemente. Alguns dos seus raios invadem a floresta e varrem os monstros e fantasmas construídos às lendas contadas e recontadas. Outros se chocam com o asfalto e vêm rastrear os pontos cegos e obscuros por entre os arranha-céus, onde se escondem e se confundem o mofo e a corrupção. Espantando sombras e vultos da selva em expansão.
Agora, por infringir as leis siderais, o meu castigo veio para ficar como uma imensa oportunidade de recompensa. Além do trabalho a ser realizado fui contemplado para passear por sobre a imensidão dos oceanos e proteger o imenso navio, no qual se encontra a mais bela borboleta em sua nova vida, numa eterna viagem de cruzeiro.
Portanto, por tudo isso, sempre a vejo na proa com suas asas abertas e feliz cantando canções alegres, quando da aurora o sol nasce.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

AMIGOS DO PEITO É HOMENAGEADA

Lídia Duarte Wingert recebeu o certificado de reconhecimento pelo trabalho realizado das mãos de Helio Schirmer.

Na quarta-feira (09.10), nas dependências do Clube 15 de Novembro aconteceu o Encontro de Segurança, evento promovido pelo Consepro de Campo Bom, órgão presidido por Pedro Rogério Martins Duarte que contou com a presença de entidades organizadas, Sindicatos, ONGs, empresários, comerciantes, lideranças políticas, militares e religiosas. A noite contou com uma palestra sobre segurança pública e o Consepro aproveitou o momento para fazer um balanço das atividade vitoriosas desenvolvidas durante este primeiro semestre de 2013. O ponto culminante da noite foram as homenagens prestadas pelo Consepro a pessoas, entidades, empresas que são parceiros no sentido de apoiar e desenvolver ações que resultam em mais segurança ao município e com isso mais qualidade de vida a comunidade campo-bonense. E uma das ONGs homenageadas com um certificado de reconhecimento pelos trabalhos desenvolvidos na área de prevenção ao câncer com ênfase ao câncer de mama foi a Amigos do Peito. A ONG Amigos do Peito atua na conscientização e prevenção ao câncer com palestras alertando para a importância dos exames periódicos (pré-câncer,  e mamografia), aliás toda mulher após os 40 anos tem o direito de exigir sua mamografia junto ao Posto de Saúde de seu bairro. A mamografia deve ser feita anualmente, bem como, uma visita ao ginecologista.  A Amigos do Peito esteve representada pela dupla, Lídia e Jair Wingert. 
 
O câncer não uma sentença de morte, mas uma oportunidade”

Na entrega o certificado foi repassado a Lidia Duarte Wingert; uma vitoriosa que segue sua caminhada afirmando que o câncer não é uma sentença de morte e sim uma oportunidade para mudar a rota e realinhar o foco da vida. O certificado foi entregue pelas mãos do lendário Helio Guilherme Schirmer, uma reserva ética e moral de nossa cidade.  “Nós agradecemos o reconhecimento do trabalho que estamos realizando, na verdade somos uma gota no oceano, mas temos convicção de que é preciso ações  conjuntas sobretudo dos governos. Quanto mais acesso a exames, mais médicos e programas de prevenção maiores serão as chances de diagnosticar precocemente o câncer, o que aumenta em até 90% as chances de cura”, destaca Lídia Duarte Wingert que foi diagnosticada com câncer de mama em 2008. Já  o jornalista Jair Wingert é categórico “O câncer de mama e de próstata é altíssimo no Rio Grande do Sul, creio que isso é resultado do alto padrão de vida, parece um antagonismo, mas em regiões mais pobres do Brasil, o índice de câncer de mama é bem menor que aqui. Penso como o Dr. David Servan Schreiber (autor do livro Anti-câncer ) que esta patologia está associada a questão alimentar, como agrotóxicos,  hormônios na carne,  poluição, excesso de consumo de refrigerantes, fumo, vida sedentária, estresse, falta de crença (fé) e  o consumismo  exacerbado desta  sociedade  F5 na qual estamos inseridos”, destaca Jair Wingert que segue seu raciocínio “Hoje a nossa luta é alertar as pessoas, sobretudo as mulheres para a questão da prevenção.  Já conseguimos muitas vitórias e uma delas foi a vinda de um mamógrafo para Campo Bom. Esta foi uma bandeira que levantamos, apesar de ter tido muitos padrinhos, quem iniciou esta caminhada formos nós, porque a dor ensina a gemer, na época não havia mamógrafo em Campo Bom e através do governo Federal a máquina veio para Campo Bom e hoje realiza 24º exames por mês. Ficamos felizes pelo reconhecimento do Consepro e parabenizo o Pedro Rogério pelo magnífico trabalho que vem realizando, revolucionando a questão de segurança pública na cidade”, finaliza  o jornalista Jair Wingert.

Palestras em empresas, clubes, escolas, associações...

Se você deseja uma palestra na sua Igreja, na Associação de Bairro, no Clube de Serviço, na sua Escola, no CTG ou na sua empresa, não perca tempo: entre em contato conosco e estaremos agendando uma ou mais palestras. As palestras abordam tema referentes a prevenção do câncer, mudança de hábitos e estilo de vida saudável. Não esqueça: câncer, o melhor caminho é a prevenção. Contatos podem ser feitos pelo e-mail: jwingert@ig.com.br ou pelo telefone 51.9856.9252.

Celene Thoen, do Consepro,Lidia Duarte “Amigos do Peito, ao lado de Pedro Rogério, presidente do Consepro e Jair Wingert da Amigos do Peito.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

REPOSICIONAMENTO


Muitas empresas, instituições e mesmo nós mortais seres humanos caem na pseudo armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento e este paradigma nos lembra a história das duas pulgas a qual costumo contar em minhas palestras motivacionais, (aliás se sua empresa, loja, clube, igreja, associação de bairro precisa de palestras, entre em contato conosco. Aumente suas vendas, motive sua equipe, leve seu time as vitórias). Duas pulgas de Morungava  estavam dialogando e uma comentou com  a outra: “Gerda sabe qual é o nosso problema? Nós não sabemos voar, apenas saltamos. Segundo o matemático Osvald de Souza as nossas chances de sobrevivência quando somos percebidos pelo cachorro é zero. È por isso que existem muito mais moscas que pulgas. Naquele momento lúdico e poético as duas pulgas Gerda e Fran decidiram contratar uma mosca como consultora e iniciaram um super programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo,  Fran fala para Gerda: “Quer saber? Voar não é o suficiente porque ficamos grudadas no corpo do cachorro e o nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos que aprender com as abelhas que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente” As duas pulgas contrataram  os serviços de consultoria de uma abelha que lhes ensinou a técnica do chega-suga e voa. Funcionou, mas não resolveu. Gerda a pulga explica por quê: “ Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos que ficar muito tempo sugando. Escapar a gente até que escapa, mas não estamos nos alimentando bem. Temos que buscar  tecnologia de ponta com os pernilongos e aprender como se alimentar com aquela rapidez. Um pernilongo vindo de Campo Bom lhes prestou consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas, antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma feliz e saltitante pulguinha que sorrindo  perguntou: “Ué, vocês estão enormes, fizeram plástica?” “Não, somos fruto de reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do competitivo mercado do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimentos. Somos pulgas abertas a tecnologia e quem não se adaptar logo ali deixará de existir”, afirmou Gerda. “E por que estão com cara de famintas?”, perguntou a pulguinha.  “Isso é temporário. Já estamos fazendo uma consultoria com um morcego que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?” perguntou Fran a pulguinha. “Ah eu vou bem obrigada, forte e sadia” respondeu novamente a pulguinha sorridente. Era verdade a pulguinha estava sorridente e viçosa, mas as pulgonas Gerda e Fran não quiseram dar a pata a torcer. “Mas você não esta preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia, em quebrar paradigmas?”, questiona Gerda. “Quem disse que não? Pensei sim e fui me consultar com minha avó que tem a resposta na ponta da língua para tudo”, observou a pulguinha. “E o que ela disse?” questiona Fran. “Ela me disse, não mude nada, apenas sente no cocuruto do cachorro, pois é o único lugar que ele não alcança”. Sabe você não precisa  de uma reengenharia radical para ser mais eficiente, muitas vezes a grande mudança é uma simples questão de reposicionamento.

Cultura inútil:
Tem alguma coisa errada com meu micro-ondas coloquei o pão cacetinho no forno e apertei o botão por dois minutos  e acionei o botão pizza, mas depois de aberto o forno o cacetinho continua cacetinho. Vou reclamar com o Celso Russomano quero meu dinheiro de volta....
Se você  perdeu tudo o que tinha dentro do seu computador não se preocupe, mande um e-mail ou carta para  o Barak Obama  pode ser que ele tenha tudo salvo e se tiver sorte ele poderá devolver tudo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ONG AMIGOS DO PEITO

Lídia Duarte Wingert da Amigos do Peito repassou o leite longa vida integral a Ana da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom
A prevenção ainda é o melhor caminho e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura do câncer

A ONG Amigos do Peito de Campo Bom, nasceu em 2010 de um parto a fórceps, ou seja, após um drama pessoal que se abateu sobre a família Wingert mais precisamente em 2008, quando Lídia Duarte Wingert foi diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado. Doença de Paget, um tipo raro de câncer. Após uma mastectomia radical realizada no Hospital São Lucas (PUC) em Porto Alegre vieram as sessões de quimioterapia, na sequência sessões de radioterapia e em 2012 cirurgia de reconstrução da mama. Após o tratamento e a recuperação, o casal, Jair Wingert e Lidia decidiram cumprir a missão de auxiliar os pacientes e famílias dos portadores de câncer. A dupla passou a realizar palestras na cidade, região e interior do Estado. São palestras que alertam para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer principalmente de mama. A ONG Amigos do Peito também realiza em Campo Bom campanha para arrecadar alimentos e principalmente leite longa vida tipo integral que anualmente são encaminhados a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom. O casal está escrevendo um livro a quatro mãos que tem por título provisório – Estamos com câncer e agora? Onde aborda a luta, a esperança, a força para viver, a confiança em Deus, o relacionamento com médicos e profissionais da saúde e a busca por novos hábitos de vida. O livro ainda está no forno e a ONG busca patrocinadores. A proposta de Jair e Lídia é repassar 20% do valor arrecadado com a venda dos livros nas palestras para a Liga de Campo Bom. “Nós estamos buscando patrocinadores para este livro e acreditamos que em breve será uma realidade. Se alguém tiver interesse em ser parceiro entre em contato conosco pois o valor pode ser abatido do Imposto de Renda”, argumenta Jair Wingert que é o presidente da ONG Amigos do Peito

“O câncer não é uma sentença de morte”

“Nós descobrimos que o câncer não é uma sentença de morte, mas um alerta, um stop. Foi preciso fazer uma releitura de minha vida e buscar forças para vencer a doença. Depositei toda minha confiança nos médicos, mas principalmente em Deus, afinal Jesus é o médico dos médicos”afirma Lidia. “ A ONG Amigos do Peito tem por missão ser a mão amiga nesta hora difícil que  as famílias passam. Vamos continuar nossa caminhada falando de vida, de prevenção e fé”, destaca Jair Wingert.

Palestras: na região e no interior

Se você deseja uma palestra na sua Igreja, na Associação de Bairro, no Clube de Serviço, na sua Escola, no CTG ou na sua empresa, não perca tempo: entre em contato conosco e estaremos agendando uma ou mais palestras. As palestras abordam tema referentes a prevenção do câncer, mudança de hábitos e estilo de vida saudável. Não esqueça: câncer, o melhor caminho é a prevenção. Contatos podem ser feitos pelo e-mail: jwingert@ig.com.br ou pelo telefone 51.9856.9252.

Leite para Liga

Recentemente a Amigos do Peito com a exemplo de anos anteriores arrecadou leite longa vida integral que foram destinados a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom. Ao todo foram doados 120 litros de leite arrecadados em três supermercados – Central, Sander e Haag, além do Centro de Saúde do Trabalhador junto ao Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom. “Agradecemos de coração a todos que ajudaram e foram sensíveis nesta campanha. Muito obrigado aos supermercados pelo apoio fantástico e ao Sindicato dos Sapateiros (CST)” observa Jair Wingert. Os leites foram repassados a Liga e recebidos pela voluntária Ana que afirmou que o leite estava vindo em boa hora e ajudaria muito aos pacientes que estão em tratamento. “Nós anualmente realizamos uma campanha e destinamos a Liga que cumpre um papel importante em Campo Bom na prevenção e no auxilio de pacientes e familiares que estão lutando contra esta doença”, destaca Lídia Duarte Wingert.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

MÁRIO, NÃO O DO ARMÁRIO

Tu conhece o Mário? (Que Mário???), quem nunca ouviu esta pergunta que muitas vezes vinha com outro questionamento: “O Mário não é irmão do Guido?”... Mas o Mário desta crônica é outro... Mário era um tipo metódico e sua vida sempre foi norteada pela simplicidade e sobretudo pela obviedade. Era do tipo que sempre saia com uma capa de chuva, com vários comprimidos na leva-tudo. Pegava sempre o mesmo ônibus e trabalhava na  mesma empresa como auxiliar de escritório. A vida de Mário era certinha sem sobressaltos. No final de ano ele alugava uma casa em Curaçau (um lugarzinho ali entre Curumin e Arroio do Sal), resultado da economia do ano inteiro. O carro popular fora adquirido num consórcio a duras penas com uma economia hercúlea. Os filhos de Mário, Carolina e João Pedro cursavam faculdade graças a uma bolsa obtida do ProUni. A menina fazia farmácia e o garoto comunicação.  Helena, a esposa de Mário, cuidava da casa e para ajudar na renda da família confeccionava artesanato. Os problemas na vida de Mário começaram há acontecer seis meses após sua aposentadoria. Na fábrica onde ele e mais dois companheiros de trabalho faziam as tarefas, uma nova máquina adquirida pela empresa passou a fazer a tarefa deles e de mais cinco. A máquina não recebe 13º, não ganha férias, não falta, não reclama e ainda mais é nova. A vida certinha e a rotina diária criaram problemas estruturais e comportamentais. Nos primeiros meses, Mário levantava cedo, por volta das 5h e 45 minutos, tomava banho, antes do desjejum, apanhava o jornal na grama e ainda fazia um afago no Chocolate, fiel escudeiro dos Araújo. Café com pão, geléia de morango e cobertura de nata, além óbvio de uma banana e um pedaço de mamão. Após a aposentadoria o cardiologista de Mário depois de uma avaliação fez um alerta. “ A pressão é boa 12 por 8, mas o colesterol ruim está um pouquinho acima do desejado, mas nada que uma caminhada diária na ciclovia não resolva”.  O ritual de levantar cedo era seguido como se Mário fosse para o trabalho. Não raro ele se deslocava até a parada onde pegava ônibus, mas depois de cair à ficha, Mário retornava para casa cabisbaixo e triste. Aos poucos a melancolia tomou conta da vida do novo aposentado. Tudo contribuía para a melancolia, gerando em alguns momentos crises de choro, angustia e ansiedade. A vida já não tinha mais cor e nem mesmo as estripulias do amigo Chocolate, fiel cão, motivava Mário. Um dia Helena avisou com o dedo em riste: “Já marquei uma consulta com o Dr. Freudiolino Sigmundo para tratar você. E tem mais você vai ir à consulta, porque a gente não suporta mais a situação”, argumentou a esposa. Para agravar o problema agora Mário parecia prestes a ser internado em uma clínica, pois não dormia mais em seu quarto, uma vez que com os olhos arregalados dizia em alto e bom som: “Tem um homem embaixo da minha cama e ele quer me pegar” Em alguns momentos o medo e o convencimento era tanto que João Pedro olhava embaixo da cama para ver se realmente não havia alguém ali. Consulta marcada, o consultório suntuoso num belíssimo prédio todo envidraçado fazia justiça ao preço. O encontro foi conforme o esperado, o psiquiatra de barba rala e branca, contrastava com os óculos redondos. O olhar aquilineo do profissional quase intimidou Mário. Após  uma análise o psiquiatra de forma direta e franca, com mão no queixo, voz pausada demonstrando domínio de causa afirmou que o problema era grave, mas que um tratamento via análise resolveria a patologia. Seria uma sessão de uma hora e meia por semana ao preço de 180,00 cada sessão, num total de  720,00 por mês. O problema é que o tratamento seria de no mínimo dois anos. Mário imediatamente calculou…. Um ano de tratamento equivaleria a um gasto de 8.640 reais (um carro usado), multiplicado por dois anos somaria um total de 17.280 reais.  Mário suava frio e ao final da consulta retornou a sua casa. Após três meses em um supermercado da cidade, o psiquiatra encontrou o Mário no corredor das verduras e ainda impressionado com a patologia psicossomática do paciente em potencial, questionou: “E aí meu caro Mário como está?” “Bem doutor, melhorei muito”, respondeu Mário prontamente. O psiquiatra rebate: “Mas e a questão daquele homem que havia embaixo de sua cama como você solucionou?” O velho Mário sentenciou: “O senhor é um excelente profissional, mas analisando o que eu gastaria com o tratamento para me livrar do homem embaixo da cama, preferi contratar um carpinteiro”. O psiquiatra boquiaberta quase não acreditando no que ouviu perguntou : “ Um carpinteiro, como assim?” "Mário sorriu colocando dois pepinos e um pé de alface no carrinho e lascou: “O carpinteiro cortou os pés da minha cama, resolvendo o problema por 50 reais”. Frase escrita nos muros de um antigo hospital psiquiátrico: “Aqui nem todos que estão são e nem todos os que são estão…”

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O CRAQUE DO TWITTER F.C.

Dudu cresceu num bairro pobre do Vale do Sinos, filho de pais sapateiros que vieram na época do Eldorado do Sapato nos anos 80, quando a Carteira Profissional era confeccionada pela manhã e a tarde a  pessoa já estava empregada. Depois vieram as crises cíclicas e a ameaça dos Tigres Asiáticos (China). Dudu assim se chamava em homenagem ao avô paterno; Eduardo de Arruda Miranda; agricultor das bandas de Santiago do Boqueirão. O menino Dudu logo cedo demonstrava habilidades com a bola e já na escola pegou a fama de craque. Todos no momento da escolha dos times queriam Dudu na equipe. Aos domingos pela manhã nas peladas no campinho do bairro o pequeno Dudu era atração, alguns a boca pequena diziam: “Vai jogar no Colorado ou Grêmio” outros afirmavam que souberam pelo filho, do padeiro que o irmão do motorista ouvira falar que havia um empresário de Porto Alegre de olho no guri. Na verdade Dudu gastava a bola. O guri era do tipo atrevido, daqueles estilo Romário “marrento”. Drible da vaca,  “meia lua”,  “lambreta” que para nós gaúchos é “Chaleira”, e até os famosos “paninhos” eram peculiaridades do futuro craque do Vale do Sapateiro. Por ser uma espécie de gênio precoce, Mangel, o técnico da equipe do bairro Jardim do Sol, o glorioso Corinthians “O Coringão do Morro”, escalava Dudu mesmo com 13 anos no segundo quadro e com a 10. O menino roubava a cena, a torcida chegava cedo ao campo para ver os dribles e arte contagiante de Dudu. Não raro tinha mais torcida nos jogos do segundo do que do primeiro quadro. Todos queriam ver Eduardo “Dudu” e sua genialidade. Gols de falta então era outra especialidade, de três dedos por cima da barreira. Ele batia no estilo Zico, Tadeu Ricci e de Andrézinho, tomava pouca distância a exemplo do velho mestre Enio Andrade,  batia sempre procurando ultrapassar por cima do terceiro homem da barreira e a cada dez faltas cobradas pelo guri, oito se aninhavam onde a coruja dorme. Apesar de ninguém fotografar, na maioria delas, o goleiro nem na foto saia!  Agora então surge a oportunidade de Dudu, uma porta se abre em uma escolinha de uma equipe de fora do Rio Grande do Sul, mas com uma extensão na região do Vale do Sinos. Dudu morava na área da escolinha num bonito alojamento, recebia um bom salário e um empresário era detentor dos direitos do passe do garoto por 20 anos; tudo graça a Lei Pelé. O salário de 8 mil reais ajudava e muito a família do menino. Até uma garagem o pai do craque construiu e aproveitou para rebocar e pintar a residência internamente e comprou a vista um TV “led” para assistir os jogos da Copa. Agora na vila, Dudu apenas assistia aos jogos do Corinthians, o máximo que fazia na beira do gramado, próximo ao para-peito de eucalipto, era embaixadinhas para suspiros dos menores que se espelhavam em Dudu. Quarto com ar condicionado, televisão e até computador com acesso a internet assim era vida do futuro craque no alojamento da escolinha. Por último um telefone celular de última geração. Dudu agora passava a maior parte do tempo na frente do computador conectado no face, iphone e outras parafernálias clássicas da era cibernética em que estamos inseridos. Mas a grande paixão de Dudu era o twitter. Chegava a faltar aos treinos para ficar “twitando”. Era uma espécie de vicio escravizante ao ponto de acabar com o futuro craque. Domingo ensolarado, manhã bonita de primavera e a escolhinha de Dudu decidia o título de juvenis (até 17 anos) com uma grande equipe da capital treinada por um ex-goleiro campeão do mundo no Japão em 2006. Um grande empresário estava no estádio para ver Dudu e comenta-se que o objetivo seria levá-lo para a Europa. O menino estava apático durante toda a partida. No intervalo no vestiário enquanto o técnico fazia a preleção, Dudu “twitava” num canto, alheio ao que o “ coach” dizia.  A vida de Dudu mudou drasticamente aos 37 minutos da etapa final, a partida estava zero a zero , o ponteiro  direito entrou em diagonal, cruzou e na frente do gol, somente Dudu e o goleiro adversário, a bola outrora a maior paixão do menino gênio se mostra sozinha, pronta para ser tocada para o fundo das redes. Era só bater, correr para o abraço, levantar a taça e assinar o contrato com o clube Europeu, porém Dudu estava absorto, desligado. Um misto de surpresa e desespero se abateu no estádio, tudo porque Dudu nem ligou para a bola, pelo contrário, tirou do calção, não um “cachimbo” como Renteria do Inter certa feita tirou, ou uma chupeta como Carlito Tevez. Dudu tirou o telefone do bolso e passou a “twitar”. A bola passou por ele, a vida passou por ele, o sonho passou pelo precoce menino que era craque no campo, mas escravo da cibernética, “dependentes químicos” dos equipamentos do homem pós-moderno e tão solitário. Onde estão os campinhos dos bairros? Onde estão os meninos correndo atrás de uma bola? Onde estão os Dudus que fazem embaixadas com a pobreza e driblam a marginalidade com a esperança no olhar?