domingo, 23 de março de 2014

O INVERNO DA EXISTÊNCIA



No Morungava a vida segue sem pressa, se trabalha, mas sem o estresse maluco implantado pelo sistema capitalista que vem gerando uma fábrica de loucos em série. O mundo atual está adoecendo as pessoas, fruto do consumismo nefasto em que estamos inseridos. Se você vai visitar Morungava não tenha pressa. Ao meio dia almoço e até às 15 horas é o momento da ciesta da tarde, ah e ninguém vai para roça sem antes tomar café da tarde com broa, pão com chimia e nata, salame, iogurte natural, banana, ou seja, trabalho pesado somente ali pelas 16 horas. Dados científicos segundo, Arcedino codinome do velho tio Dino, no Morungava dificilmente alguém morre de problemas cardíacos ou derrame (AVC) e suicídio, o último ocorreu em 1972. Alguns até acreditam que Morungava deveria estar em Minas Gerais, tamanha calma e paciência do morungavense. Talvez Morungava estivesse localizado em Minas mesmo, mas com a “Pangeia”, esta área de terras ficou aqui no Rio Grande do Sul.  Lá pras bandas de 1967 quando a coisa tava osca aqui no Brasil e muita gente era presa, sumia num rabo de foguete, no Morungava velho tio Dino era uma espécie de conselheiro; um  Pagé pois conhecia as ervas do campo, a medicina campeira era dominada pelo meu tio e não é só hoje que quem detém conhecimento, detém o poder. Antes de chegar o inverno, quando as nuvens negras e o vento forte advindo da praia ou do banhando do Chico Lumã, os colonos morungavenses foram ter com o velho Dino que mateava solito no galpão, com os olhos fitos no impávido colosso, o Morro do Itacolomi. O grupo de colonos foi recebido pelo Peri, um guaipeca amarelado, mas de uma serventia a toda prova. Alguns latidos, mas logo Peri reconheceu a colonada que também não veio só, além dos cavalos seguia juntos alguns cuscos. Passaram pelo pátio deram um Buenos dia a tia Miúda que se esmerava no preparo de uma ambrosia daquelas de dar água na boca. Na entrada do galpão, o Sarney (o gato ladrão) dormia em cima do saco (de batatas) e lá no fundo o Figueiredo; o burro estava descansando em uma das baias. A colonada sentou ao redor do velho Dino como os índios sentam ao redor do Conselho dos Sábios. Após matearem, questionam tio Dino sobre como seria o inverno. O velho Dino mesmo não conhecendo muito bem este negócio de meteorologia, mas sem mostrar insegurança, olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos,  pigarreou e disse: “Olha Che vai ser um inverno muito rigoroso. È  bom juntar muita lenha”.  Os amigos foram embora contentes com a sabedoria do homem sábio. No outro dia tio Dino foi até Gravataí dialogar com seu amigo Anselmo que trabalhava para o Instituto de Meteorologia e semanalmente subia no Morro do Itacolomi para coletar dados. Tio Dino perguntou ao amigo como seria o inverno e a resposta foi de que seria muito frio mesmo.  Meu velho tio voltou a Morungava e cheio de razão chamou novamente os colonos e disse: “È melhor recolhermos mais linha ainda e gravetos, porque este inverno será de renguear cusco e quero-quero vai andar de pantufa. Duas semanas depois tio Dino vai até o pé do Itacolomi dialogar com o Anselmo da Meteorologia e questiona: “Tu tens certeza que este inverno vai ser rigoroso mesmo?”“ Sim tenho”, responde o amigo e o questionamento segue “Mas como tu tens tanta certeza disso?”, pergunta o velho Dino.  E a resposta foi aterradora: “ É que este ano os colonos ali do Morungava estão recolhendo lenha pra caramba”. Depois desta bola nas costas tio Dino decidiu implantar o primeiro Centro Municipal de Meteorologia de Morungava, coisa com tecnologia de ponta. Espertise made in Morungava. A foto comprova.
Tem que ter concurso – 100% Morungava.
*Esta crônica é dedicada ao amigo Jorge Flores, pessoa carismática, inteligente e um homem do bem e de bem. Estamos contigo Jorge nesta caminhada. Não esqueça que os amigos da terra e do céu estão sempre por perto. Grande beijo no teu coração irmão.
Jair Wingert; jornalista e sobrinho do tio Dino.   

segunda-feira, 17 de março de 2014

LENDAS URBANAS: O FOGUINHO DO CEMITÉRIO

Quem não sabe uma história daquelas mirabolantes que aconteceu com o primo, com o cunhado, com o irmão da mulher do açougueiro... Sabe o lance do camarada dançar num baile e depois ao levar a guria para casa no bairro Metzler e aí no caminho bem na frente do cemitério ela diz que é ali que ela mora. Lendas urbanas.  Ali na Gaelzer Neto no Alto Paulista existe o Cemitério Luterano bem no alto onde os membros da comunidade luterana são sepultados. Logo que se implantou o cemitério neste local, no barranco, foi plantado grama para evitar a erosão e dar um aspecto bonito. Grama plantada duas vezes por semana meu amigo Carlos Bobsin, esposo da Angela se deslocava para molhar a grama que lutava para sobreviver em pleno verão de fevereiro. O Carlos é uma figura fantástica,um excelente amigo, um baita vendedor e um fiel colorado, bem como, tive a satisfação de ter sido seu vice-presidente na Associação do Bairro Rio Branco, onde deixamos dinheiro em caixa, muitas promoções e muitas melhorias para o nosso glorioso Rio Branco. Num final de tarde já entrando a noite naquele lusco fusco de aurora como diria o Jayme Caetano Braum, lá em cima do barranco do Cemitério o Carlos molhava a grama. Subindo a Gaelzer Neto duas jovens meninas que ficaram atentas a silhueta do nosso amigo na já quase escuridão ali com uma mangueira d´água na mão. As jovens se olharam sorriram e uma delas perguntou: “O tio tu tem medo de estar aí no cemitério já quase noite?” O Carlão que o trem não pega imediatamente fez uma voz sepulcral, estilo Zé do Caixão e lascou “Quando eu era vivo eu tinhaaaaaaa..... “. As gurias viraram em pernas, desceram a Gaelzer Neto. Até hoje o Carlão Bobsin conta a história e dá boas risadas....

Tio Dino: o pharmaceutico
Vocês viram como o Tio Dino é velho? Ele é do tempo em se escrevia Farmácia com “PH”. Naquele tempo em Morungava tio Dino fazia de tudo um pouco, tinha táxi (lembra quando ele levou o Papa João Paulo II?), era barbeiro, brizolista, juiz de futebol, sub-delegado, sub-prefeito isso no tempo do PTB e dono da Pharmacia Morungavense que vendia desde a essência Olina ao lacto purga, bem como, o xarope fimatosan e o totalex remédio para bichas... Ou melhor para lombrigas; vermes e o biotônico Fontoura. Um dia chegou na drogaria um sujeito de nome Zenóbio, mas todos o conheciam por Barão. O velho Barão se achegou no balcão e relatou ao Dr. Arcedino (Tio Dino) que estava com uma diarreia já fazia dois dias e não aguentava mais. O velho Dino colocou a mão no queixo como um sábio filosofo grego, olhou para o alto como quem busca inspiração e disse: “Já sei, vou te dar um remédio que é tiro e queda”. Retornou com um medicamento embrulhou e não tentou vender vitamina, energético ou pastilha para garganta como muitas farmácias fazem por aí. Após o Zenóbio deixar a "pharmacia", tio Dino constatou que a tia Miúda havia trocado o medicamento e na verdade ele vendeu ao Zenóbio Barão um calmante fortíssimo. Dois dias depois, Zenóbio chegou na "pharmacia" e o velho Dino questionou: “Mas e daí Barão velho de guerra melhoraste da diarréia?” A resposta veio mansa e suave: “Olha seu Dino continua na mesma, mas agora me cago nas bombachas com uma calma e tranquilidade que dá gosto de ver”
 A coisa mais rápida do mundo
Um determinado dia em Porto Alegre enquanto levava uma carga de queijo de leite de cabra a um hotel famoso de Porto Alegre ali na Alberto Bins, após a entrega tio Dino se deslocava até o Beira Rio para assistir os treinos do Inter com Falcão, Carpegiani, Figueroa, Lula, Flávio, Dario, Manga, Claudio, Vacaria. Num dia de treino, tio Dino ficou prestando atenção em dois jovens que dialogavam próximo a tela do campo de treino do Beira Rio (Estádio padrão Fifa para Copa do Mundo e de propriedade do Sport Club Internacional). Os dois garotos discutiam sobre que era mais rápido no mundo. Um dizia: ‘O mais rápido é o pensamento, porque tu pensa aqui e através do pensamento pode se deslocar para outro lugar num abrir e piscar de olhos” O outro jovem afirmou categoricamente: “Não mesmo, a luz elétrica é mais rápida, pois você tecla na chave e num instante surge a luz” E a discussão prosseguia acalorada, quando tio Dino interviu: “Vocês dois estão totalmente errados. A coisa mais  rápida é a caganeira. Outro dia me deu uma dor lancinante na barriga e uma ronqueira, saltei da cama, corri para o banheiro e não deu tempo nem de pensar, muitos menos ligar a luz do banheiro e eu já estava todo cagado!” finalizou tio Dino que foi saindo de fininho.... e olhando para traz ainda profetizou: “Domingo a gente vai ganhar o grenal deles com gol do Escurinho aos 44 minutos” Tem que ter concurso – 100% Morungava!

quarta-feira, 5 de março de 2014

TIO DINO: O BARBEIRO DE MORUNGAVA

Uma das profissões mais antigas do mundo é sem dúvida a de barbeiro. Quem não lembra de um profissional deste oficio? Nós no Rio Branco tínhamos como referência seu José Ruivo na subida da Andradas. Seu Zé Ruivo foi o progenitor do Domivio Libério da Silva; grande vereador do PDT e brizolista da gema. Aos sábados pela manhã meu pai levava-me ao barbeiro e alí com o salão repleto de clientes, ficava atento ouvindo as discussões que não raro giravam em torno de futebol e política. Recordo-me que quando se falava em Brizola e Jango, todos baixavam o tom de voz e se entreolhavam. Eram tempos bicudos, tempos do golpe militar que muitos lacaios e ordinários teimam em classificar de revolução. Revolução é o carpano! Golpe sim senhor, pois rasgaram a constituição, depuseram um presidente eleito pelo voto e ainda por cima a suspeita é que 99% tenham assassinado o mesmo no exílio, bem como, assassinaram JK e o Lacerda (o corvo traidor). Ao sentar na cadeira do Zé Ruivo vinha a pergunta: “Que tipo de corte vamos fazer neste guri?” A resposta do velho Alfredo era sempre  a mesma: “Faz um cadete”. O tal corte feito com uma máquina manual que muitas vezes se as lâminas não estivessem bem afiadas virava uma tortura. Esteticamente o corte se assemelhava muito ao do Ronaldo Nazário na Copa de 2002, lembra? Raspava em cima do coco, dos lados e na frente ficava uma franja horrível. Mas lá na capital do mundo, nossa inequívoca e gloriosa Morungava, tio Dino também atacou de barbeiro que fique claro, pois até hoje nem de brincadeira se pode chamá-lo de cabeleireiro. Uma história que se notabilizou foi a do velho Lazario Telles que era anti-getulista, odiava o Brizola e o Jango, ou seja, sempre foi mesmo pobre um eleitor da UDN, seguidor de Lacerda, abro aqui um parêntese, pois o poeta Tim Maia certa feita disse que o Brasil é o único país do mundo onde traficante se vicia e pobre vota na direita. O velho Telles continuou até idoso, votando depois na Arena, PDS, PSDB, pois ser assim estava em seu DNA. Arrogante, peito estufado o velho Lazario não gostava das predileções políticas de tio Dino que sempre foi petebista e por último se orgulhava de dizer: “Ajudei a eleger o Lula e a Dilma, porque sempre acreditei que a esperança venceria o medo” Corria o ano de 1954 e Getúlio pressionado pelo imperialismo ianque, pela reação da direita reacionária, dá um tiro no peito e sai da vida para entrar para a história. Na verdade, Vargas, o pai dos pobres, impediu o golpe dos militares por dez anos. Os abutres já queriam tomar conta em 54, mas o tiro saiu pela culatra, assim como em 61 com a Legalidade; maior movimento popular do Brasil que teve como comandante e chefe nosso Leonel de Moura Brizola.  O boca de fronha do Lazário havia dito em toda Morungava de que Getúlio Vargas não iria para o céu porque todo suicida vai para o inferno. Sábado pela manhã, barbearia lotada, aparece o velho Lazário todo arrogante, lenço branco de chimango, camisa preta e bombacha branca. Adentrou com ar de deboche pela morte do Presidente Getúlio Dorneles Vargas.  Tio Dino mais matreiro que cambista em dia de grenal aguardou o momento fatídico de atender o “velho reaça”. Quando chegou a vez do Lazário, o velho Dino colocou o avental por cima do udenista e Lacerdista. Navalha afiada, o velho Dino começou seu trabalho e ao chegar próximo a jugular (a veia morredeira) do Lazário, encostou a navalha em cima da veia e disse para toda a barbearia: “Soube que tem aqui pelo Morungava um FDP que anda dizendo por aí que o Getúlio porque se matou não vai para o céu. Se souber quem é juro que o dia em que este infeliz sentar aqui nesta cadeira, corto a veia aorta deste cretino”, afirmou isso dando uma leve apertadinha na veia do Lazário Lacerdista. Segundo o pajador dos pampas Jayme Caetano Braum “até touro se ajoelha, cortado do beiço a orelha”. O velho Lazário ficou branco até parece que tinha perdido o sangue e da cadeira onde ele estava sentado escorreu um líquido branco e quente que lá em Morungava a gente chama de “Mijo”. O velho taura aguentou no osso, pagou a conta, levantou da cadeira do tio Dino todo mijado e ao sair o salão inteiro percebeu pelo cheiro e pelo visual traseiro da bombacha branca que o lacerdista valente também tinha se cagado todo. Ao montar no cavalo a barbearia em peso caiu numa grande gargalhada e aplausos. Tio Dino perdeu o cliente que passou a usar os serviços de um barbeiro lá em Santa Cruz do Paredão.
A bolinha de madeira
Tio Dino desenvolveu um método de fazer a barba da gauderiada, ele colocava na boca dos clientes uma bolinha de madeira um pouco maior que uma bola de gude que ficava dentro de uma caneca de alumínio embebida em álcool para matar os “micróbios”. Vírus naquela época, o mais perigoso que se conhecia era o “Vírus de Bruçus”. O cliente colocava  a bolinha no canto da boca e tio Dino passava a navalha. O método agilizava o serviço e dava um barbear leve e suave, no final o velho Dino perguntava: “Aqua ou verva?” Um dia um cola fina lá das bandas de Porto Alegre, parece que era um vendedor de um atacado, chegou na barbearia e ao tio Dino convidá-lo para colocar a bolinha de madeira, ele ficou intrigado, mas acatou o pedido do barbeiro. Após terminar o serviço o cola fina da capital pagou a conta e questionou: “Vem cá nunca aconteceu de alguém engolir esta bolinha?”. Tio Dino com olhar de gato para o peixe aproveitou a olada e alfinetou: “Sim, isso é bem comum moço, mas no outro dia os clientes devolvem a bolinha, aqui todo se conhece”.
Tem que ter concurso – 100% Morungava!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BRASIL MOSTRA A TUA CARA!

O Brasil é um dos países mais perigosos para jornalistas, segundo o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ). O ranking, divulgado em 2013, considera as mortes ocorridas entre 1992 a 2013. Segundo o CPJ, 1.041 jornalistas foram mortos no mundo desde 1992. Os jornalistas que divulgam informações sobre política, guerra e corrupção são os mais perseguidos. E os principais responsáveis são grupos políticos, oficiais do governo e grupos criminosos. Em 88% de todos os casos, nenhuma medida judicial foi tomada.  

Conheça os dez países mais perigosos para jornalistas

1- IRAQUE
No dia 20 de Janeiro de 2014, uma bomba atingiu uma patrulha policial próxima a uma área de conflito no leste de Bagdá. O jornalista Firas Mohammed Attiyah, 28, repórter freelancer da TV Fallujah, morreu, e Muayad Ibrahim, repórter da TV Al Anbar, ficou ferido.
O Iraque continua sendo o país mais perigoso do mundo para jornalistas, segundo o Comitê para Proteção dos Jornalistas: 162 jornalistas morreram no local desde 1992.
O ano mais violento foi 2006, com 55 mortes

2- FILIPINAS
O segundo lugar fica com as Filipinas, com 76 jornalistas mortos. No ano de 2009 morreram 38 profissionais.
Em novembro de 2013, Joas Dignos, 49 anos, foi assassinado, com tiros na cabeça e no peito, por dois homens não identificados em duas motocicletas. O jornalista apresentava um programa semanal chamado Bombardier, em uma rádio local. De acordo com colegas, Dignos criticava autoridades locais. A União Nacional de Jornalistas das Filipinas disse que ele fora ameaçado anteriormente

3- SÍRIA
A Síria é o terceiro país mais perigoso para jornalistas, segundo o CPJ. Em maio de 2013, a jornalista Yara Abbas, correspondente pró-governo na TV Al Ikhbariya, foi assassinada enquanto o carro da sua equipe ficou sob o fogo cruzado dos rebeldes. Até setembro de 2013, 15 jornalistas estavam desaparecidos no país.
O jornalista norte-americano Austin Tice (foto) foi visto pela última vez em agosto de 2012 em Daraya, nas proximidades de Damasco. Acredita-se que ele esteja sob custódia do governo sírio

4- ARGÉLIA
O país contabiliza 60 mortos em seu histórico. Em 2001, os jornalistas Fadila Nedjma e Adel Zerruk foram atropelados por um ônibus enquanto cobriam protestos

5- RÚSSIA
Entre 1992 e 2013, 56 jornalistas foram mortos na Rússia. Em julho de 2013, o editor do jornal semanal Novoye Delo, Akhmednabi Akhmednabiyev (foto), foi assassinado a tiros dentro do seu carro, próximo a sua casa, em Makhachkala. No início do mesmo ano, o jornalista já tinha sobrevivido a uma tentativa de assassinato. Cerca de 88% dos casos na Rússia estão impunes até hoje

6- PAQUISTÃO 
No Paquistão, o sexto país mais perigoso, 53 jornalistas foram mortos desde 1992. Entre as coberturas mais perigosas no país estão assuntos políticos e de guerra, além dos crimes locais. O jornalista Haji Abdul Razzak, 35, repórter do jornal urdu Daily Tawar, estava desaparecido desde 24 de março de 2013, mas foi encontrado mutilado em Karachi, em agosto passado

7- SOMÁLIA
Segundo o relatório do CPJ, nenhum crime contra profissionais de mídia foram foi julgado na última década na Somália. Hassan Osman Abdi (foto) foi alvejado em Mogadício, capital do país, em janeiro de 2013. Ele era diretor da Rede de Comunicação Shabelle. No ano passado, 18 profissionais da imprensa foram mortos

8 – COLÔMBIA
Na oitava posição está a Colômbia, com 45 jornalistas mortos. No ano de 2012, a jornalista Élida Parra Alonso ficou cerca de um mês em poder do Exército de Libertação Nacional. No país, os profissionais de rádio são os mais atacados. Em setembro de 2013, o jornalista Édison Alberto Molina foi atacado por homens não identificados que atiraram quatro vezes na cabeça dele. Molina veiculava o programa Clínica Legal, em Puerto Bairro, onde resolvia problemas legais da população

9- ÍNDIA
A Índia é o nono país na lista dos mais perigosos para jornalistas. Em agosto de 2013, uma fotojornalista de 23 anos foi vítima de um estupro coletivo em Mumbai. A jovem trabalhava em uma reportagem

10 – MÉXICO
Na décima posição, o México tem 29 jornalistas mortos entre 1992 e 2013. Entre os principais acusados estão grupos criminosos e militares. No início de 2012, o repórter do jornal La Última Palabra, Raúl Quirino Garza, de 30, anos foi morto a tiros em Monterrey. Em 2011, o governo mexicano firmou com as principais empresas de comunicação do país um Acordo para a Cobertura Informativa da Violência. O documento reúne uma série de orientações para a cobertura de chacinas e atos criminosos

O Brasil tem 28 jornalistas mortos no período analisado. Entre os temas mais abordados por eles, 59% era corrupção, 48% crimes locais e 30% política. Os jornalistas mais atingidos trabalhavam para os meios impressos e rádios. O País não apresenta morte de mulheres nem de estrangeiros no exercício da profissão.  Cerca de 73% dos casos não foram julgados. Segundo o CPJ, três jornalistas foram mortos no Brasil em 2013. Segundo outro estudo, do Instituto da Imprensa Internacional, seis jornalistas foram mortos no Brasil no ano passado.

Os jornalistas do País também enfrentam a violência civil, cobrem atos de vandalismo e acompanham o fogo cruzado entre a polícia e traficantes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

MEMÓRIAS DE UM JORNALISTA - PARTE - I

Costumo afirmar aos questionamentos corriqueiros do tipo: ah você é vereador? Respondo sempre desta forma: estou vereador, mas na verdade sou jornalista, a bem da verdade sou mesmo é repórter e me sinto muitas vezes como um Dino, não o tio aquele lá de Morungava, mas como um dinossauro no sentido literal da palavra. Confesso que ao longo destas cinco décadas de vivência tive a oportunidade de ter convivido com profissionais fantásticos e amigos extraordinários dentro das redações de jornais e estúdios de rádio. Comecei minha caminhada pelas mãos de Milton Vergara,  diretor da então Rádio Cinderela (1470AM – a Princesinha do Vale), fui redator, apresentador, produtor e repórter esportivo. No convívio fraterno nos estúdios da Rua São Paulo aprendi muito com o Elio Silva, Luis Carlos Nunes, Mário José, Lucindo Amaral, Darci Schmidt, Flávio Lima, Celso Morbach, Glênio e Aurélio. A Rádio Cinderela foi uma grande escola . Também tive oportunidade de trabalhar na Gazeta trazido pelas mãos do mago Fernando Santos; profissional altamente competente e um homem de uma postura ética invejável. Nesta redação a gente vivia como uma grande família com pessoas magníficas como: o falecido Careca; João Claudio Gaspar, Helena Cabral, Cândido Nascimento, Dr. Francisco “Chicão”, Marcelo Ermel; hoje na Zero Hora e cheio do dinheiro (Este é o Celeiro), Duarte, Marquinhos Dutra, Marcos Riegel, Rosa Godoy, Marilene, Cladi, Raquel, Rejane, Elisandra, Nézia e tantos outros que faziam parte deste time vencedor. Nos dias de fechamento da edição, lá pela 11h e 30min aparecia o Chicão, o nosso Dr. Francisco que usava um computador, daqueles antigões com tela meio alaranjada e um disquete DOS para ter acesso. Quando falo na questão Dinossauro é com propriedade, porque peguei tempos no qual redigíamos o texto nas poderosas Remington Olivetti (será que algum jovem sabe o que é um Remington Olivetti portátil?). Pois é digitávamos o texto, o Fernando corrigia, diagramava e o mesmo era levado até a Digitipo em Novo Hamburgo, onde o alemão Ludwig digitava num computador, voltava para Campo Bom onde era colado, colado mesmo, nas páginas, retornava a Novo Hamburgo para confeccionar os fotolitos e depois  o carro do Mauri que era diretor de vendas, ou seja, cuidava da parte comercial subia a serra até o Pioneiro onde se deixava o jornal para ser rodado, muitas vezes na madrugada. Na longa espera pela rodagem o lanche era feito no Xis da Gringa ali pertinho do Centenário. Alguém concebe hoje fazer jornal assim? Cobri campeonatos varzeanos, aberto de vôlei, 15 de Novembro no amador, depois profissional, cadernos de bairro, criamos a Corrente de Fé e Solidariedade, onde ajudávamos pessoas, carentes, doentes e levávamos esperança aos desesperançados, tudo com o apoio e crivo do Mago Fernando Santos. Também assinei a Coluna Bola na Rede, onde o primeiro patrocinador foi a recém inaugurada Piccolo Tintas, depois foi a vez da Casa Rubens de Novo Hamburgo bancar o patrocíonio. Bons tempos, mas cada um seguiu seu caminho e nunca mais nos reencontramos. A vida é assim... Na verdade mais parece uma vendedora de doces, que passa e dentro de instantes o tabuleiro está  vazio. Como jornalista ainda tive a honra de trabalhar no Grupo Sinos, na emissora (Rádio Cinderela, depois ABC 900), que havia sido adquirida pelo NH e agora com os estúdios em Novo Hamburgo. Lá fui gerenciado pelo Serginho Vidal, um amor de pessoa, uma figura boníssima, um líder servidor que sempre nos motivava e fechava sempre com o grupo. No Grupo Sinos convivi com o Jaques Santos, sobrinho do Mário Lima, segundo informações o Jaques é narrador na Itatiaia  em BH (Minas Gerais), bem como, com o Polaco; Edson Knewitz, baita comunicador e um ser humano extraordinário, além do Vanius Paveglio Porto; o nosso eclético e dinâmico Vanius um dos melhores narradores do Rio Grande do Sul. Foram bons momentos de aprendizado. Também já entrei em umas frias tanto em rádios como jornais no interior, nas quais estou até hoje esperando o pagamento, mas faz parte como diz o filosofo. Tem que contar as boas e também as ruins. Outra passagem fenomenal em jornais foi junto a família Melo, detentores dos veículos – O Fato do Vale e JS. Que escola de aprendizado neste grupo, onde pude aprender muito com o Joelci Melo, sua esposa Evanir Martini;uma verdadeira guerreira que faz e acontece. Ali tínhamos um time de primeira com: Germano Lauck, Walmir Martini “Mi”, Daniela Klein, Elaine, dona Beloni, o Sergio Rodrigues, que time formado por seres humanos na essência da palavra. O Sergio, filho do seu Rodrigues (sub-prefeito do 25 de Julho)  é empresário em Santa Catarina era uma espécie de Hans Donner dos jornais. O tio Sé como chamávamos era ninja e um sujeito bondoso capaz de emocionar-se com as vicissitude humanas. Também tive a satisfação de conhecer e me tornar amigo do Walmir Martini que nós apelidamos na redação de “Miojo”.  O Mi estava sempre disposto a ajudar e incentivar a equipe, não era furador de balão. Tinha sempre palavras de ânimo e bondade. A vida na redação era uma festa, lembra Sérgio? “Quer falar com pai Renato vem agora...” E o louco que entrava dentro do lixo, subia em cima do armário? E os lanches fiados no Paulinho, no trailer do outro lado da rua? E o leiloeiro procurando a Elba Ramalho? E os almoços de sextas-feiras? Bons tempos. No JS e O Fato do Vale aprendi ser jornalista, não que antes não fosse, mas o pós graduação redacional aconteceu mesmo no Fato e JS, ali aprendi a ter fome, sede e ânsia pela noticia. Já levei muita bola nas costas, até que aprendi a checar as fontes e criar um rede confiável de informantes em todos os setores da sociedade onde estava inserido. Aprendi que ficar numa redação, recebendo noticias pela internet ou pelo telefone não me faz um repórter de verdade. O repórter tem que se esfregar nas pessoas, tem que buscar a notícia como o garimpeiro busca a pedra preciosa. A notícia deve ser a pedra filosofal. O Fato do Vale é uma grande escola de jornalismo. 
Mas e hoje? Bueno, muita coisa mudou, mas ditames jornalísticos na minha modesta opinião não mudaram. Penso que a internet vem criando uma geração de pessoas que estão acostumados com síntese da noticia, com a desculpa de que as pessoas não tem tempo, as noticias se resumem a dez linhas e nada mais. Onde estão as grandes reportagens? Profissionais como José Hamilton Ribeiro “Zé Hamilton”, do Globo Rural e um dos maiores jornalistas do Brasil estão em fase de extinção? Reportagens clássicas como as do Carlos Wagner (O Brasil de Bombacha) que virou livro ainda tem lugar?  Neste bombardeio de informações a que somos submetidos hoje,o que resta de novidade aos nossos velhos jornalões para nos contar no café da manhã? A sensação que nós temos enquanto leitores de jornais é de já termos lido ou ouvido aquela noticia em algum lugar. É gosto de pão amanhecido. Modestamente fico a pensar, para onde caminha a mídia impressa? A mídia eletrônica avança de forma arrebatadora e para tanto as grande empresas de comunicação investem em novas plataformas de comunicação e o jornal do interior, na maioria das vezes empresas essencialmente familiar, continuará sendo uma grande ferramenta, se conseguir se manter isento, com imparcialidade. O jornal do interior escreve o que acontece na nossa cidade, no nosso bairro, na rua onde moramos e dá voz aqueles que muitas vezes não tem acesso ao trombone. Não é uma mídia alternativa como muitos preconizam, mas sim a mídia vital; preponderante, pois com a globalização sabemos tudo o que acontece na grande aldeia global (1984 - Orweel), porém a falta de médicos nos postos, a falta de ônibus no nosso bairro, a vitória do nosso time no Varzeano, as noticias da Associação de Bairro, a falta de policiamento na cidade, a foto de formatura do nossos filhos, a festa de 15 anos, onde vamos encontrar? No jornal comunitário, ou seja, no veículo de comunicação local. Decididamente sou um cinquentão que integra o Jurassic Park, mas sou um apaixonado pela comunicação escrita e ninguém tira os momentos que vivenciei como repórter. Meu nome? Jair Jornalista e parafraseando Pablo Neruda maior poeta da America Latina concluo: confesso que vivi.      

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MORUNGAVA: CENTRO GEOFÍSICO DO PLANETA

Começamos 2014 mais faceiros que mosca em tampa de xarope ou mais alegre que lambari em sanga. Este ano tirei uns dias para ouvir algumas histórias do lendário Arcedino Nunes, o velho Dino de guerra, mas estes causos  vamos contar durante o ano...
Num dos clássicos do Morungava contra a equipe da Picada São Jacó, um lugar ali perto de Torres onde nasceu a Elizéia esposa do Dr. Jorge, conceituado dentista do Vale do Sinos. Pois a Elizéia  afirma que o local é Linha São Jacó, pois que seja, na verdade esta área de terras pertencia a Morungava na época em que nossas divisas se estendiam até a Praia dos Ingleses ali do outro lado do Mampituba, isso para cima, para baixo a divisa era o oceano Atlântico, mas com o passar dos anos ficou difícil administrar tanta terra e fomos cedendo aos movimentos emancipacionistas. 
Num dos clássicos entre Morungava e São Jacó, o centroavante deles (Loxa) perdeu um pênalti na decisão na qual o glorioso Morungava venceu por 3 a 1. E a explicação do atacante da Linha São Jacó ao repórter João Pança da Rádio Morugavense. O repórter pergunta, questiona o atacante Loxa e solicita uma análise da partida e veja a pérola: “O jogo foi bem catimbado! Quando eu fui cobrar o pênalti o goleiro do Morungava me provocou dizendo "Chuta do lado direito que eu pego, chuta do lado esquerdo que eu pego, chuta no meio que eu também pego! ”E então, o que você fez? – questiona o repórter. “Ah, eu enganei ele... Chutei pra fora”,  observa o sorridente Loxa (é  aquele mesmo)...

Dino de Kid
O velho Dino se tocou todo desconjuminado rumo ao Rio de Janeiro numa  viagem lá por 1966 para trabalhar de assador numa churrascaria na cidade maravilhosa. Mas mais assustado que sapo em cancha de bocha, o Dino velho chega à Rodoviária não sabe o que fazer, quando vê todo mundo entrando em um táxi então, resolve entrar também, e ao entrar pergunta para o motorista: “Até aonde isso vai? Pergunta tio Dino. O motorista responde: “Vai até onde o senhor quiser.” O velho Dino dando uma de bacana pede para o motorista mostrar a cidade... O táxi era um carro velho, antigo, daqueles que tinham um tipo de uma mira na frente. Foi ai que o tio Dino perguntou: “O que é aquilo aí na frente?” O motorista, pra zoar com o velho morugavense lhe responde: “Aquela é minha mira, pois aqui no Rio a Prefeitura paga 100 cruzeiros (época do cruzeiro) por cada pessoa atropelada. E o Dino velho  observa: “Mas, báh!” E o motorista: “Ta vendo aquele sujeito ali atravessando a avenida? Vou atropelar ele”, diz o taxista. Então o motorista rumou em direção ao transeunte e passou raspando, só pra a zooar com o marido da tia Miúda, quando o motorista observa pelo espelho um barulho, e o homem estrebuchando  no chão... E o tio Dino guardando o três oitão diz em alto e bom som: “Mas báh... Tu és ruim de mira, mesmo tchê! Se eu não tivesse com meu berro aqui e baixado o vidro tu não tinha ganho, seus 100 cruzeiros.” Mas bah chê – 100% Morungava – Tem que ter concurso!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O BRASIL PRECISA AVANÇAR MAIS

O ano de 2014 será indubitavelmente um ano marcado por dois importantes acontecimentos, o primeiro deles a Copa do Mundo que na minha modesta opinião não deveria ser realizada aqui, pelo menos este ano, quem sabe 2026, quem sabe... Veja bem sou um apaixonado pelo futebol, aliás, minha carreira iniciou a partir do jornalismo esportivo, mas enquanto continuar os problemas graves com a saúde em nosso país com hospitais super lotados, pessoas morrendo nos corredores, demora na marcação de exames que salvam vidas, enquanto a segurança continuar um caos: decididamente não podemos realizar um evento desta magnitude e não vou entrar nem no super faturamento das obras. Realizar uma Copa no Brasil é semelhante ao sujeito que possui uma casa velha com o telhado de amianto todo furado, com goteiras e ao chegar ao final do ano com o décimo terceiro e férias ele compra uma televisão 42 polegadas. 
O outro evento que vai marcar o Brasil será a eleição para presidente, senador, governador e deputados – federal e estadual. O nosso país desde 2002 vem num crescente. Pleno emprego, programas sociais como Minha Casa Minha Vida e tantos outros. No cenário internacional somos respeitados e a história da dívida externa faz parte do passado. O governo Lula e agora o governo da presidente Dilma recolocaram o Brasil nos trilhos da história e oportunizaram avanços sociais e desenvolvimento sócio econômico, porém creio que podemos mais. O modelo vigente já cumpriu sua etapa, agora é urgente avançar e efetuar reformas profundas. O Brasil precisa de um choque de gestão. Podemos melhorar ainda mais o que está bom e corrigir o que não vem dando certo. Você quem sabe vai me perguntar, mas quem poderá efetuar estas mudanças? Olha existe um nome: Eduardo Campos; governador de Pernambuco. O neto de Miguel Arraes mudou o estado de Pernambuco, hoje um pólo de desenvolvimento. Seu estilo socialista de governar mesclado com a forma de administrar pautado na gestão trouxe para o estado nordestino centenas de empresas e investidores. O Brasil carece de gestores públicos, sérios e comprometidos com o país e seu desenvolvimento sustentável. Não é em vão que Eduardo Campos foi reeleito para o segundo mandato com 83% dos votos derrotando Jarbas Vasconcelos do PMDB; um dos caciques da política nacional. O governador de Pernambuco é o político mais capacitado a promover as reformas e mudanças que a nação tanto almeja. O PSB possui um projeto para o Brasil. O jovem governador Eduardo Campos acalenta o sonho de servir nosso grande país e o nosso grande povo, porque sabe que, como dizia Aristóteles: "Praticada como se deve, a política é uma atividade elevada e nobre, porque consiste na arte de bem servir ao bem comum".
Eduardo Campos este nordestino arretado surge como um nome forte, uma cara nova na política, com propostas modernas e experiência comprovada, sem abrir mão da utopia possível, ou seja, desenvolvendo um projeto capaz de elevar ainda mais a distribuição de renda, ampliando os programas sociais, mas também capacitando a mão de obra com escolas técnicas  para que não fique a mercê de ajudas (bolsas) permanentes. O projeto do PSB e dos demais partidos que vão sentar e discutir não cargos, mas sim um programa de governo, deve contemplar o apoio as empresas nacionais, pois quem gera emprego e renda deve ser incentivado e protegido. O PSB tem caminhos para a questão ambiental contemplando a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Programas de habitação devem ser ampliados e sair das mãos dos atravessadores que ganham lucro e montam currais eleitorais. A questão dos juros praticados pelos bancos deve ser uma das pautas emergenciais do governo Eduardo Campos. O apoio aos municípios e a diminuição de impostos que entravam o desenvolvimento do Brasil estão na pauta do projeto do PSB. 
Poderia  continuar escrevendo os aspectos programáticos  do PSB capitaneado por Eduardo Campos para o Brasil, mas algo é certo: podemos avançar mais, realizar a ruptura (que já deveria ser feita em 2002) com o que existe de mais retrógrado no país e construir um Brasil mais justo e fraterno, onde o ser humano seja protagonista, seja sujeito da história e não coadjuvante.
Eduardo Campos - grave bem este nome. Este é um cabra da peste! 
O debate será bom e salutar nesta eleição.  
Jair Wingert; vereador do PSB – Campo Bom.