terça-feira, 23 de outubro de 2012

FAMÍLIA CAMPO-BONENSE PRECISA DE AJUDA

ONG Amigos do Peito está mobilizada para auxiliar a família de Gisele na construção de duas peças.
Gisele está internada no Hospital das Clinicas em Porto Alegre onde se recupera de mais uma cirurgia.
Um outdoor de uma empresa da área medica dizia: “Saúde é tudo e tudo sem saúde é nada”.  O drama de Gisele Aparecida de Freitas Brodmann (43) moradora da Rua Alfredo Spitzler, 164 (fundos) no bairro Paulista  nos convida a refletir sobra a vida e seus valores.  Ela vivia uma vida normal cuidando da família e dos seus afazeres até que a exatamente dois anos e meio diagnosticou-se  um sério problema de saúde a chamado doença crohn. A luta é árdua e as várias internações acompanham a vida de Gisele que é mãe de três filhas e esposa de Daniel. Várias cirurgias intestinais e agora a última delas vem mantendo a campo-bonense internada no Hospital de Clinicas em Porto Alegre, no sétimo andar leito 775 – A.  É um quadro complicado, mas a fé de Gisele e de seu esposo Daniel que não arreda pé do Hospital para cuidar da esposa são ingredientes desta luta e sobretudo da esperança em dias melhores. A família Brodmann é uma das muitas famílias brasileiras que sobrevive com muito esforço e trabalho, porém em função da doença de Gisele e as seguidas internações, Daniel não está conseguindo trabalhar e dedica-se a cuidar da esposa enferma e isso dificulta e muito a situação. 

Agora é mobilização da comunidade

Mas hoje a grande necessidade da família campo-bonense que reside próximo a torre da CRT na Paulista é a construção, ou melhor, a reforma da humilde residência onde hoje moram. È uma casa antiga de madeira que está carcomida pelos cupins e pela ação do tempo. A residência precisa passar por uma reforma, na verdade será a construção de dois cômodos, um quarto e cozinha (25 metros quadrados), um espaço pequeno mas que vai dar conforto e tranqüilidade para que Gisele ao sair do Hospital tenha um cantinho para se recuperar. A casa onde eles hoje vivem além de todos os problemas estruturais possui uma escada de madeira em péssimas condições, o que torna ainda mais dificultoso o acesso de Gisele. Na Bíblia há uma frase que fala que existem amigos mais chegados que irmãos, pois o casal Elton e Luciana cabeleireiros na Rua Paulista abraçaram a causa e estão mobilizando a comunidade no sentido de construir estas duas peças para o casal. Agora a ONG Amigos do Peito também entrou na parceria e através do casal, Jair e Lidia Wingert estão engajados nesta batalha.  O que falta são os materiais de construção, porque a mão obra já foi conseguida através de um mutirão. Precisamos enquanto comunidade nos mobilizar e abraçar esta causa.  Você já fez tudo o que podia por seu semelhante? Pense nisso. Não esqueça: somos anjos de uma asa só, precisamos nos encostar uns nos outros para voar!

Materiais para construção

 1.200 tijolos de seis furos * 140 meios tijolos * 12 sacos de cimento * 20 metros de piso * um metro e meio de areia média * meio metro de brita *20 metros de forro de pinus * 8 telhas de Brasilit * Duas janelas * Uma porta de madeira * Dois litros de alvenarite.

Você pode ajudar

Para participar desta mobilização você poderá ligar para 51.9851.3080 e  falar com Elton ou Luciana ou através do e-mail: jwingert@ig.com.br  da ONG Amigos do Peito. Vamos tornar a vida desta família algo melhor e somente com a solidariedade a gente vai chegar lá.

Entenda a doença de Crohn

A doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afetar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarréia, perda de peso e febre. Atualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.
Durante milhões de anos, nosso sistema imunológico de defesa foi preparado pela evolução para atacar todos os agentes estranhos que possam penetrar em nosso organismo e para proteger o que é próprio de cada um de nós. Certas alterações nesse sistema provocam mudanças nessa regulação de tal forma que as células imunológicas se confundem e passam a agredir os tecidos que deveriam proteger. É mais ou menos isso que acontece com a doença de Crohn, descrita pelo médico Burril B Crohn, em 1932. Células imunologicamente ativas acabam agredindo o aparelho digestivo, da boca até o ânus, em especial a parte inferior do intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon) provocando lesões importantes das quais as mais frequentes são aumento da velocidade do trânsito intestinal, diarreia, esfoliação, dificuldade para absorver os nutrientes e enfraquecimento.
A foto comprova as dificuldades e a precariedade da residência da família Brodmann

Gisele que reside no bairro Paulista  passou por outra cirurgia intestinal. A luta é grande, mas a solidariedade pode fazer a diferença.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

JAIR WINGERT: A VITÓRIA DA PERSISTÊNCIA E DA FÉ

Jair Wingert já esteve como suplente na Câmara de Vereadores onde  ingressou com vários projetos com ênfase a saúde da mulher e o combate ao câncer.

O novo vereador do PSB está cheio de planos e quer fazer um mandato comprometido com a comunidade com ênfase a saúde da mulher.

Um velho ditado mineiro afirma que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E bem ao estilo mineiro; quietinho, visitando casa por casa, sem barulho para não alertar os gansos, este gaúcho de Morungava que se diz fã de Juscelino Kubitschek e de Leonel Brizola, conseguiu eleger-se vereador pelo PSB de Campo Bom com 889 votos. Jair Wingert (48 anos) jornalista é casado com Lidia Duarte Wingert tem duas filhas, Larissa (13) e Vitória Duarte Wingert; estudante de história da Feevale e funcionária pública.  Adventista do Sétimo Dia, Wingert já havia concorrido em 2008 obtendo 536 votos, ficando com a primeira suplência do PSB. Na ocasião o jornalista enfrentou uma luta pessoal terrível com a esposa que teve um câncer de mama, isso faltando apenas 37 dias para o término da eleição, que fez com praticamente parasse a campanha.  Ao assumir como suplente em 2009 (duas sessões) e 2012 (duas sessões), o jornalista mostrou serviço e foi autor da indicação que culminou com a vinda do Mamógrafo para o Hospital; equipamento  comprado com verbas do governo Federal e com a contra-partida da Prefeitura que reformou a sala no Hospital Lauro. A máquina vem salvando vidas, pois realiza uma média de 200 exames mensais. “O câncer de mama deve ser diagnosticado cedo e com isto aumenta as chances de cura”, destaca Wingert que também é autor do anteprojeto que isenta de pagamento de passagem de ônibus dentro de Campo Bom (StadtBus) para pessoas portadoras de câncer e que estejam fazendo quimio ou radioterapia. O anteprojeto necessita que o prefeito transforme em Projeto de Lei.

“Foi a vitória de Davi contra Golias”

Após o pleito o jornalista que já atuou em vários veículos de comunicação da cidade e região se recolheu para o lar e junto com a família aguardou a decisão. “Estava tranqüilo fiz a minha parte ao longo da campanha que, diga-se de passagem, foi franciscana, sem carro de som, sem jingle, sem barulhão, apenas na pernada, de casa em casa, levando nossa proposta, sem atacar ninguém, porque a eleição passa e a vida continua e a amizade o respeito devem ser preponderantes. Minha campanha é parecida com a do Victor do PC do B, que é baita vereador e parabenizo pela reeleição, bem como ao Valter que logrou êxito neste pleito”, observa Wingert que ainda destaca “Em casa no final da tarde depois daquele mormaço, orei e disse: olha Senhor está nas tuas mãos o que o senhor definir para mim  será o melhor e aceitarei com resignação”, afirma Wingert emocionado. “Nas pesquisas eu não aparecia, aliás, nas enquetes e pesquisas da terra meu nome não aparecia, mas na pesquisa do céu o meu nome constava e isso é o que importa. A nossa vitória foi um ato de fé e persistência e a Deus toda honra. Foi a vitória de Davi contra Golias”, observa o futuro vereador de Campo Bom. Que manteve a cadeira socialista na Câmara que ainda lembra o apoio da família “Minha esposa foi decisiva, ela me deu tranqüilidade, sempre esteve comigo nos momentos de dificuldades não deixou eu desanimar nunca. É uma guerreira e a vitória é dela também, bem como dos meus dois tesouros, a Vitória e a Larissa. A família é tudo para mim”, argumenta Wingert novamente emocionado.

Schuetz, Casquinha e Jairo de Andrade

O vereador que é expert em marketing político começou sua militância  política em 1982 no período da ditadura militar e participou do movimento estudantil agradece ao PSB, partido que o abrigou. “Só tenho a agradecer aqueles que nos ajudaram de uma forma ou de outra, aos que torceram e até aqueles que não votaram na gente, porque se dessa vez não votaram poderão fazê-lo daqui a quatro anos”, brinca Wingert sempre bem humorado e sorridente. O jornalista salienta “Agradeço ao meu partido o PSB pelo apoio, bem como, agradeço ao deputado Vicente, e abro um parêntese, quando em 2008 perdi a eleição e fiquei desempregado, recebemos o convite do Vicente para trabalhar na assessoria de imprensa do Sindicato, entidade a qual sou muito grato. Também agradeço aos amigos e amigas, não vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Mas as pessoas que me ajudaram sabem. Esta vitória é de vocês também, aliás, sem vocês não chegaríamos lá. Muito obrigado de coração”, observa Wingert.
Enquanto já faz planos para o mandato o jornalista avisa “Não faço política do quanto pior melhor, na Câmara farei oposição responsável, coerente sem ataques pessoais. O prefeito Faisal Karam o qual parabenizo pela vitória e o meu colega jornalista Marcos Riegel; vice-prefeito pode ter certeza que todo projeto que beneficiar a população este vereador vai votar a favor e os projetos que entender que não vão beneficiar votarei contra”, destaca Wingert que recorda duas pessoas importantes na sua caminhada. “Na política aprendi muito com os mais experientes como foi o caso do professor Jairo de Andrade. Aprendi muito também como o Deoclécio Schuetz (ex-prefeito e atual vereador) e com o Delmar Teixeira de Moraes “Casquinha”, ambos acreditaram no meu potencial e no meu trabalho e tive a honra de trabalhar como eles, na Prefeitura (1995/96) e na Câmara (2002 a 2004).” enfatiza Wingert.

Vereador no bairro e Conselho do Mandato

Na Câmara de Vereadores, o socialista afirma que terá um gabinete aberto a população e renova seus compromissos de campanha. “O que escrevemos no jornal de campanha vamos cumprir. Primeiro vou batalhar pela implantação de uma escola técnica em Campo Bom via governo do Estado. Quero batalhar também pela construção de um Hospital Regional com atendimento de ponta (alta complexidade), além é obvio da luta pela saúde da mulher campo-bonense, da criação de um Centro Terapêutico Público Municipal de Tratamento de Dependentes Químicos (verbas existem no governo Federal). O meio ambiente e o defesa dos animais (construção de um canil). Quero articular a criação de uma Secretaria Municipal que atenda a família campo-bonense. Estas  serão minhas bandeiras de lutas”, opina Wingert que ainda enfatiza. “Quero implantar o Conselho do Mandato, onde de 16 a 20 pessoas da sociedade organizada serão convidadas a se reunir uma vez a cada três meses para definir os rumos do mandato. Durante nosso mandato pretendo levar o gabinete do vereador ao bairro. Num domingo pela manhã vamos até o bairro ouvir e canalizar as reivindicações da comunidade. O vereador não pode ficar dentro de um gabinete e só aparecer de quatro em quatro anos. No último domingo do mês de abril vou iniciar pelo bairro Rio Branco e depois em julho vamos estar na Santa Lúcia. É claro que também vamos ouvir o nosso partido, o PSB, porque ninguém se elege sozinho. Quero fazer um mandato aberto, transparente e participativo.  Estou a disposição da comunidade e quero trabalhar pelo bem comum. Meu compromisso é com a comunidade”
Na noite domingo após uma carreata pela cidade, Jair Wingert molhado da chuva e de lágrimas ao lado da família e de alguns apoiadores na frente da residência de seus familiares no Rio Branco.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

HOLOCAUSTO É DEBATIDO NA CÂMARA DE CAMPO BOM

O jornalista Jair Wingert na tribuna fez um discurso emocionado lembrando que o holocausto foi um crime contra a humanidade e que jamais poderá se repetir.
Na quarta-feira (29.08), na Câmara de Vereadores de Campo Bom aconteceu  a última sessão do mês  culminando com uma palestra  - Compromisso moral e lições de solidariedade proferida pelo B’Nai
B’rith do Rio Grande do Sul entidade ligada ao Instituto Marc Chagal. A  vinda desta importante entidade foi uma proposição do suplente de vereador Jair Wingert (PSB) e contou com a presença de alunos das
escolas – Fernando Ferrari, 31 de Janeiro, lideranças comunitárias, empresários e comunidade em geral. Participaram da palestra altamente didática,  Pedro Gus; presidente do B’Nai B’rith para a região sul do
Brasil. A apresentação foi feita por Matilde Groisman Gus. Os palestrantes: Johannes Melis, Curtis Stanton, Max Schanzer e Bernard Kats e a assessora Paulete Golbert.  A sessão  foi coordenada pelo presidente do Legislativo, Sadi dos Santos (PMDB). A palestra foi marcada pela emoção e os relatos históricos, fidedignos de quatro sobreviventes do holocausto durante a segunda guerra mundial, onde mais de 6 milhões de judeus tiveram suas vidas ceifadas pelo nazismo. Os quatro palestrantes que hoje residem em Porto Alegre de forma epidérmica e visceral, relataram suas histórias de resistência, fome, sede e sobretudo de esperança na vida. Todos de forma unânime destacaram a acolhida que o Brasil concedeu, enfatizando a liberdade e a maneira que o país recebe as pessoas oriundas de outras nações. Durante o programa se evidenciou a importância de que o holocausto sirva como referência no sentido de que a história não se repita e que os jovens conheçam esta página  recente de nossa história contemporânea.

“Somos todos integrantes da família humana e futuros holocaustos não podem acontecer”

O proponente da palestra, Jair Wingert (PSB), assumiu a Câmara durante esta sessão e  elogiou a postura do vereador Sérgio Seibert (PSB) que cedeu a vaga neste momento.  O socialista agradeceu o apoio dos demais vereadores, bem como, destacou a atenção dispensada pelo presidente do Legislativo, Sadi dos Santos e os servidores da Câmara. O jornalista em seu pronunciamento salientou a importância de estudarmos o holocausto para que a história não se repita. “ Não devemos fugir do holocausto perpetrado pelo nazismo, pois é parte da história da humanidade. Muitas vezes as crises econômicas sócio-politicas tendem a fomentar o surgimento de novos Hitlers, portando soluções mágicas e radicais”, argumentou Wingert que lembrou ser também filho de Abraão e concluiu destacando uma frase de Nelson Mandela, onde o líder sul-africano diz que somos todos iguais e que terminado o jogo de xadrez, peão e rei vão para a mesma caixa.  “Campo Bom vive um momento histórico e a presença dos B’Nai em nossa cidade é motivo de honra e alegria”, finalizou Jair Wingert.  O vereador Victor de Souza (PC do B), também fez uso da palavra. Ao encerrar a palestra, a Câmara de Vereadores de Campo Bom através de seu presidente Sadi Santos (PMDB) e do vereador proponente Jair Wingert entregaram aos integrantes do ’Nai  B’rith do Rio Grande do Sul um diploma de participação e agradecimento pela presença em Campo Bom.
O vereador Jair Wingert faz a leitura do diploma em homenagem aos integrantes do B’Nai e ainda na foto o presidente da Câmara, Sadi Santos e servidores do Legislativo.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SOBREVIVENTES EM CAMPO BOM

Jair Wingert é o autor da proposição que  traz a Campo Bom os sobreviventes do holocausto durante a segunda guerra mundial
Escolas 31 de Janeiro e Fernando Ferrari vão participar da palestra na Câmara na quarta-feira (29.08)

Na próxima quarta-feira (29.08), na última sessão do mês no Parlamento campo-bonense estará em Campo Bom, integrantes do B’nai B’rith onde vão realizar uma palestra aula proferida por quatro sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Estes cidadão vivem hoje em Porto Alegre e proferem palestras contando os horrores do holocausto que ceifou a vida de mais de seis milhões de judeus durante a segunda guerra mundial Esta atividade é uma parceria da B´nai B´rith do Rio Grande do Sul e do Instituto Cultural Judaico Marc Chagall com a Câmara de Vereadores de Campo Bom. O projeto foi de autoria do suplente de vereador Jair Wingert (PSB), quando esteve na Câmara de Vereadores em substituição a Sérgio Nivaldo Seibert (PSB) no dia 18 de junho. A palestra inicia às 18h e 30min e é aberta a comunidade. Foram convidados alunos do noturno das escolas Fernando Ferrari e 31 de Janeiro para participar desta verdadeira oficina de cidadania.

Holocausto nunca mais

Na avaliação do autor do projeto, Jair Wingert, o holocausto não pode ser esquecido, uma vez que a história muitas vezes tem a tendência de se repetir. “O que queremos fazer  é sensibilizar alunos, professores e a comunidade escolar, e às pessoas em geral,  sobre os malefícios de toda ordem, sejam por motivos político-ideológico, religiosos, étnicos, contra minorias e que isto não se repita jamais. Ficamos honrados em receber este grupo de sobrevivente que terão muito a nos ensinar. Quero agradecer aos colegas vereadores que aprovaram esta proposição de forma unânime em especial ao presidente do Legislativo, Sadi Santos e seu assessor Paulo e a  servidora Tânia Kunzler pela dedicação na organização do evento. Campo Bom será  beneficiada com esta palestra”, destaca Jair Wingert.

O que é o B’nai?

B´nai B´rith que é uma associação de direitos humanos e o Instituto Judaico Marc Chagall que se preocupa com a memória - colocam-se contra a intolerância, o preconceito, o racismo, a discriminação seja ela qual for.

Foto: .

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

MORUNGAVA AIR

Lá pelos anos 70, tio Dino que sempre teve um espírito empreendedor, resolveu aplicar os lucros amealhados da venda de uma pequena quantidade de gado 30 mil cabeças e montou uma empresa aérea, Morungava Air, uma frota com apenas dois aviões que realizavam vôos entre duas grandes cidades, Morungava é óbvio À Nova Iorque. Visando valorizar o pessoal de Morungava toda a equipe de bordo foi treinada pelo próprio comandante Arcedino Vieira Nunes; “Comandante Dino”. Num dos aviões tio Dino e Anselmo e as aeromoças, tia Miúda e dona Nóquinha. Visando incrementar os serviços, além do tapete verde para a entrada dos  passageiros no avião, tio Dino  fez uma cozinha dentro da aeronave. Para vôos mais longos tia Miúda servia carreteiro de charque, e lanches como pão com nata e chimia, salame e biju. Pois num dos vôos até São Paulo saindo de Morungava , o piloto gaúcho Arcedino “tio Dino”, liga o microfone e começa a falar com os passageiros: “Bueno indiada, aqui é o Piloto, comandante Dino, guasca troperu parido com muito orgulho em Morungava. Deixei  meu cavalo pra ter a satisfação de acompanhar as senhoras e os senhores nessa bagaça que é o vôo 433 da Morungava Air, com destino a São Paulo e escala em Florianópolis, quintal de minha querência o meu Rio Grande amado. Neste exato momento tamu vuando a 9 mil metro de altura, sacudindo as melena, velocidadezita de 860 Km/hora, e jatemu sobrevoando a cidade de... OHHHHHHHPAAA!!! BARRRRRBARIDADE!!! DEEEEEUZULIVREEE, COMO FOI ACONTECER ISSO !!! PATRÃO VELHO, QUE FURADAAAA TCHÊ..!”; grita o comandante Dino em tom nervoso. E os passageiros escutam aqueles gritos pavorosos, seguido de um barulho infernal... - NÃÃÃÃOOOOOOO....!!!!!! Segundos depois, o comandante Dino pega o microfone e, rindo, meio sem graça, se desculpa: “Bah me desculpem xiruzada, pelo "esparramo" aki na cabine, mas é que me descuidei e me escapou da mão a cuia do meu chimarrão, que caiu bem encima da minha bombacha nova, sacumé, água meio quente.. e tal, me queimou !!!! Vocês precisam ver como é que ficou a parte da frente da minha bombacha tchê!!!”, observa o comandante Dino. Nisso grita um lacaio lá do fundo do avião, provavelmente um paulista . . .
“Gaúcho safado e  você precisa ver como ficou a parte de trás da minha calças!!!” reclamou o passageiro.
A Morungava Air funcionou até o inicio dos anos 80 e depois a empresa foi comprada por uma tal de American Airlines.

sábado, 14 de julho de 2012

TIO DINO E OS PEIXES EM ÁRVORES

Tio Dino mata a cobra, ou melhor, pesca o peixe, ou melhor... sei lá. Mas na lagoa dos Schreiber em 1978, a foto prova, tio Dino fisgou um táxi.
Em Morungava no mês de julho  costuma chover muito como em toda região e a Lagoa dos Schreiber normalmente  enche bastante. Naquela ocasião estava tio Dino e  seu parceiro de pescaria seu  Artidor. Os dois Estevam na barranca desde cedo, esperando pelas grumatãs, mas, já era perto das 14 horas, e nada das danadas. Foi quando tio Dino teve a feliz idéia de convidar o Artidor para entrar em uma lagoa ali  e tentar capturar algumas trairas para salvar a pescaria. Ele aceitou na hora, mas ao chegar à entrada da lagoa, devido aos muitos aguapés ali existentes, não conseguiram  passar com o caíco. Então, resolveram amarrá-lo no barranco, apanharam varas, algumas artificiais matadeiras e lá foram em direção à lagoa. No trajeto, andando com bastante dificuldade por causa do  lamaçal ainda existente, ouviram um barulho que vinha da direção de  uma enorme figueira; novamente o barulho se repetiu, como se fosse algo se debatendo na água; então aguçaram o ouvido, quando o Artidor falou baixinho: “Dino acho que é uma capivara”, no que Dino respondeu: “Não, não é não! Deve ser um jacaré”. Mas ao se aproximar mais da figueira, cujas raízes estavam  à mostra, constatamos tratar-se de um peixe que estava atolado em um buraco de tatu, em meio às raízes, com apenas o rabo de fora, se debatendo. Puxaram o peixe para fora, e, para surpresa, era um pintado de aproximadamente uns 8 quilos. Mas a surpresa não parou aí: ouviram novamente barulhos idênticos ao redor da figueira, quando o Artidor deu a volta e já gritou para o tio Dino: “Dino, você não acredita, aqui cada buraco tem peixe!”. Resumindo: tiveram que fazer várias viagens para transportar os peixes até o barco.  Eles Confessam  que, de todas as pescarias que fizeram essa foi a mais fácil e produtiva, a não ser aquela em que um dourado de 15 quilos saltou, e caiu dentro do barco, mas essa eu conto  em outra ocasião.

Um  peixe de 100kg
Ancelmo voltava de uma  pescaria, contando que tinha pegado um peixe de 100kg numa lagoa do banhado do Chico Lumã, já o tio Dino falou que tinha pegado uma lamparina acesa dentro da mesma lagoa. O Ancelmo falou:
- Como compadre uma lamparina acesa?
E o tio Dino de bate pronto lascou:  Ancelmo diminui o tamanho do peixe que eu apago a lamparina!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A AMÉRICA É CONQUISTADA POR UM "BANDO DE LOUCOS"

Corinthians um time politicamente correto: em plena ditadura a fiel mostrava engajamento político.
Nasci num lar epidermicamente futebolístico, filho menor de uma família de pessoas felizes todos colorado; Judeus/alemães. Anos 70 e uma pilha de títulos e um dos melhores times do mundo com Figueroa, Falcão, Manga, Lula, Carpegiani e Cia. ltda. A primeira palavra que disse foi “gol do Colorado”.  Ou seja desde tenra idade me tornei colorado.  Na verdade torço para o Inter, Oriente (Campo Bom), Brasil de Pelotas (Xavante) e Corinthians.  Mas explicar esta paixão pelo Corinthians? Sei que muitos gaúchos não gostam do timão por várias circunstâncias as quais respeito. Aprendi a gostar do “Corintia”  a partir de  13 de outubro de 1977 com a quebra do jejum com o gol histórico do Basílio contra a Ponte Preta. Depois veio o grande time com: Sócrates, Zenon, Vladimir, Palhinha, Casagrande, Biro Biro e tantos outros. Não esqueço anos 80 e este escriba envolvido no movimento estudantil na  busca do processo de democratização do pais. Veio então o Movimento das Diretas Já e aí os atletas do Corinthians liderados pelo Dr. Sócrates foram para os palanques dizer: “Eu quero votar para Presidente”. Todo time tem uma torcida, com o Corinthians é diferente, a torcida tem um time.  Em plena ditadura a nação corintiana  desfraldou uma faixa “Anistia ampla e irrestrita”. Outro fator quando o “Bando de loucos” começa a cantar e o Pacaembú  ruge, os adversários sentem o  “puaço”. Tentar explicar a paixão da fiel não é fácil.

Democracia Corintiana
Após uma pífia campanha no Brasileirão de 1981, Vicente Matheus deixa a presidência, após o vencimento de seu mandato, assumindo Waldemar Pires. Após a posse de Pires é nomeado Diretor de Futebol o sociólogo Adilson Monteiro Alves, que adotou como política de gestão a participação ativa dos jogadores. Nasce a Democracia Corintiana, um sistema de autogestão, ou auto-organização, onde os jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam os rumos do departamento de futebol pelo voto direto. Contratações, demissões, escalação, concentração, enfim, tudo era decidido pelos trabalhadores, um homem, um voto, do presidente ao roupeiro todos os votos tinham o mesmo peso nas decisões. Em plena Ditadura Militar, o time do povo, com a maior torcida do país, começa a discutir política e por em debate o porquê de uma ditadura, utilizando o futebol, caracterizado pelo conservadorismo até os dias de hoje.
Outro ponto não menos relevante, foi a desmistificação da dependência direta dos patrocínios de camisa, durante a democracia as camisas carregavam dizeres políticos como “diretas já” ou “eu quero votar para presidente”, trazendo para o futebol a consciência política que já se desenvolvia há anos em outros setores da sociedade ligados a diversos movimentos sociais durante a ditadura militar brasileira.

Tite: um gaúcho vencedor
O Coringão tem profunda ligações com o Rio Grande do Sul. Em 1977 Osvaldo Brandão; gaúcho de Taquara deu o título após um jejum de mais de vinte anos sem taça no Parque São Jorge. Mano Menezes; gaúcho com passagem pelo 15 de Campo Bom tirou o Coringão da segundona e deu o título. Agora Adenor Bach (Fala demais) este gaúcho que está fazendo escola, mostrando que é possível vencer com um time comum, com disciplina tática e marcação.  Tite além de ter o time na mão provou que o coletivo pode sobrepujar a individualidade. Um time comum que marca  como se fosse  alguém que faz três dias que não almoça. Uma equipe que assimilou a mística da República Popular Corintiana Um time de operários que venceu.   O Corinthians é o único time do Brasil que marca a saída de bola. Tite tem o time na mão e tem Alex um predestinado que aprendeu a ser vencedor no Internacional, onde conquistou a Libertadores – 2006, o Mundial 2006, a Recopa 2007, o gauchão 2008 e a Sul-Americana 2008. O Coringão é campeão da America, ou seja, o Bando de Loucos acabou de conquistar a America, daqui para frente tudo que vier é lucro. Em dezembro o Japão vai tremer!.
Tite: mais um gaúcho na vida do timão; campeão da Libertadores 2012, rumo ao mundial de clubes no Japão.