terça-feira, 30 de junho de 2015

ESPERANÇA NA CÂMARA DE VEREADORES

Socialista presenteou colegas com exemplar do livro Viva com Esperança da Casa Publicadora Brasileira.

Os vereadores de Campo Bom foram presenteados com o livro – Viva com Esperança pelo vereador Jair Wingert (PSB). A obra de saúde e esperança é da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
O vereador Jair Wingert (PSB), na sessão do Legislativo campo-bonense de segunda-feira (29.06), entregou aos dez vereadores que integram o parlamento, exemplares do livro – Viva com Esperança (Segredos para ter saúde e qualidade de vida) dos autores – Mark Finley e Peter Landless. O livro é um best seller e foi editado pela Casa Publicadora Brasileira. A obra que circula o mundo é um presente dos Adventistas do Sétimo Dia e no Brasil já foram distribuídos mais de 16 milhões de exemplares. O vereador destacou na tribuna que este livro é uma bússola que aponta o caminho da saúde, do equilíbrio físico e mental e sobretudo espiritual. “Quanto você pagaria para conhecer os segredos do bem estar? Ter ótima saúde é algo que todos nós desejamos, mas infelizmente a maioria das pessoas só percebe isso depois que perdeu. Este livro que estou presenteando meus colegas vereadores mostra maneiras simples de evitar assassinos crônicos como câncer, diabetes, problemas cardíacos e obesidade. Neste livro os colegas vão descobrir os benefícios da boa nutrição para o corpo e mente,além disso encontraram a fórmula para aumentar a resiliência e verão como o amor e o perdão restauram o coração. Se colocarmos em prática o que está escrito neste livro vamos nos surpreender com os resultado”, destaca Wingert que conclui: “Independe da cor partidária ou da ideologia, os colegas vereadores são seres humanos que também são amados por Deus. Como cristão; adventista do sétimo dia que crê na volta do Senhor Jesus e na imutável Lei de Deus (Dez Mandamentos), também acredito que neste mundo conturbado, onde existe um inversão de valores, onde a família é bombardeada diariamente pela televisão e as demais plataformas e comunicação é imperioso que o homem busque momentos de paz, de silêncio e tranquilidade. O que o mundo mais precisa neste momento é de Deus e ninguém tem coragem de dizer isso, como se falar de deus fosse algo ruim. Espero que este livro seja um balsamo curador aos meus colegas de vereança.”.
*O livro – Viva com Esperança tem como autores – Mark Finley; teólogo e conferencistas de renome mundial e o Dr. Peter Landless; escritor e cardiologista renomado junto ao Hospital da Universidade de Loma Linda na Califórnia (EUA).
Livro Viva com Esperança é best seller na América Latina. No Brasil já são mais de 16 milhões de exemplares distribuídos pelos adventistas do sétimo dia.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A NOITE E SUA MAGIA TRANSCENDENTAL

O entardecer na pampa nos traz relembranças dos tempos de infância... Cadernos na sacola feita de saquinho de pano mais brancos que as nossas almas inocentes de crianças com os dizeres: Moinhos Riograndense S.A.. Merenda no saquinho de cristalçúcar... Pão com chimia e quem tinha ovo cozido... nossa!!! Danone? Bah ai o sujeito era burguês. Alunos da dona Sally, alguns da Isolina, outros da Dorinha; coordenados pela diretora Leilaine. Todos tiveram o caráter forjado no Emilio... Tabuada na ponta língua e merenda da dona Ernesta, mãe da Leontina... E o gordo no gol? Putz isso hoje seria bullyng. Mas gordo só não vai para o gol em duas situações: se é o dono da bola ou se tivesse mana bonita. Ai o gordo já nem era tão gordo e senão fosse bravo era chamado de cunhado! Não havia internet, facebook e toda essa parafernália... O mais lúdico que vivenciavamos era o Circo Lambari onde não era cinco estrelas, mas pelos furos da lona a gente conseguia ver todas as estrelas... Domingo a gente torcia pelo Oriente e sonhava junto do velho Jairo de Andrade que nos apresentou um sujeito de nome estranho: Marx e senão me falha a memória, o primeiro nome era Karl que nós logo aportuguesamos e passamos a chamar de Carlos. Os mais íntimos de Carlinhos...Guerra? Só de travesseiros quando dormiamos na casa do Edmilson Nunes. Pauleira? Muitas vezes nos jogos de taco - Licença para dois. E a jogada de mestre quando a gente estava jogando pinica e perdendo "Mãos a ibá" e rumo a casa. Enquanto corro minha mãe tem filho! Carrinho de lomba estilo Fitipaldi e joelhos esfolados, dedão destroncado nada que o mercúrio não curasse. E em casos mais graves o seu Grun benzia (Benzia em alemão... Benzedura internacional e não cobrava nada). Eu odiava o mertiolate "Assopra mãeeeeee!!!!"
Seguiamos pela Tapajós felizes sem qualquer medo da vida. Só o que nos assustava era a kombi dos vampiros que tiravam sangue da gurizada. Ninguém nunca viu tal veículo, mas como dizia Jayme Caetano Braum: "Em bruxas não acredito mas 'Pero que las hay, las hay'.“ Naqueles tempos craque para nós do Rio Branco era quem jogava bem futebol... A vida seguiu e aos poucos o menino cresceu e a vida nos tirou muitos doces e nos deixou de tabuleiro vazio chupando os dedos. Uma coisa não mudou nos finais de tarde invernais: o entardecer de minha terra... Em berço esplêndido o impávido gigante, aliás, os dois irmãos acolhem um campo bom e o céu num lusco fusco dão a nítida impressão de uma obra de Portinari numa mescla da poesia de Neruda com fundo das Sete Estações de um Vivaldi sapateiro. Pensei em escrever uma poesia, mas a lente da máquina captou o momento mágico... E a poesia? Poesia? Para que poesia, pois ela já está ai nas duas fotos. Meus amigos da terra e do céu: confesso que vivi!

Fotos: Terça-feira (09.06) às 17h e 46 minutos

quinta-feira, 4 de junho de 2015

JAIR WINGERT NO GRUPO SINOS

Vereador participou do Comunidade em foco na Rádio ABC 900 no Grupo Sinos
Ao centro o vereador Jair Wingert, a sua direita Anderson Dilkin e a esquerda Vanius Porto nos estúdios da ABC 900 AM.

Em plena manhã de feriado desta quinta-feira (04.06), o vereador Jair Wingert do PSB de Campo Bom foi o convidado do programa Comunidade em foco da Rádio ABC 900 AM do Grupo Sinos (Jornal NH) em Novo Hamburgo. O programa de grande audiência na região tem o comando dos comunicadores Vanius Porto e Anderson Dilkin. O vereador socialista abordou sua caminhada politica, sua história de lutas, participação nas atividades estudantis nos 80 nas escolas Ildefonso Pinto e 31 de Janeiro e sua militância politico partidária. O  parlamentar também abordou a forma de seu mandamento, destacando ao ineditismo do Conselho do Mandato formado por pessoas da comunidade que se reúne a cada quatro meses para fazer uma auto critica do mandato socialista, bem como, o gabinete itinerante onde o vereador nos domingos pela manhã  se desloca até um bairro com uma barraca onde das 8 ao meio dia ouve a comunidade. “É uma forma de radicalizar o processo democrático e ampliar a participação popular de verdade. Politico não pode ficar em gabinete, tem ir onde o povo está”, destacou Wingert.  Sabatinado pelos comunicadores sobre  projetos, o vereador enumerou vários projetos que já foram aprovados e que são de sua autoria, mas enfatizou que seu foco principal é na questão da saúde sobretudo na luta pela prevenção do câncer de mama, de colo de útero que acomete as mulheres e também do câncer de próstata que ceifa anualmente a vida de milhares de homens gaúchos. O socialista lembrou que em 2014 através de uma emenda parlamentar do deputado Federal, Alexandre Roso trouxe para Campo Bom, 250 mil reais que foram aplicados em equipamentos para os postos de saúde do município. Jair Wingert observou em sua entrevista a Rádio ABC que outro foco de seu trabalho está na atenção a família e segundo o mesmo, a família está doente e necessita de projetos na esfera municipal, estadual e federal. “Defendo a criação de políticas públicas em defesa da família e vou além, preconizo a criação do Ministério de Defesa e Amparo da Família. Se a família está bem, a cidade, o estado e o país estarão bem. Falta amor, diálogo, afeto e respeito dentro dos lares e falta sobretudo, Deus na vida das famílias”, afirma o socialista.
O vereador Jair Wingert deu ênfase a defesa dos empresários, afirmando que trabalhador e empresário precisam buscar a união. O socialista reiterou que defende no Parlamento campo-bonense quem produz e gera emprego. “Os empresários precisam ser apoiados para gerar mais emprego e renda. A carga tributária no Brasil e a desindustrialização das empresas nacionais é um perigo que deve ser combatido”, observa o vereador que salientou sua relação fraterna e democrática com o prefeito Faisal Karam: “Como é que vou brigar com quem tem a caneta na mão? Faço uma oposição propositiva. Não sou um homem que faz política com o fígado que guarda mágoas e ódio na geladeira. A politica é algo que deve contemplar melhorias para a vida das pessoas. Não abro mão do diálogo, do respeito as diferenças e acredito que Campo Bom deve estar acima das diferenças ideológicas e partidárias. O que é bom para minha cidade voto sempre a favor, o contrário também, projetos que entenda não venham contribuir voto contra, mas não faço a critica pela critica. Quem pensava que faria uma oposição raivosa se enganou e não me conhecia. O prefeito Faisal vem na minha opinião fazendo um governo em sintonia com a comunidade, respeita a Câmara e dialoga com a oposição, algo que num passado não muito distante não havia. O Faisal pacificou Campo Bom e tenho com ele uma relação respeitosa, dentro dos princípios republicanos”, conclui Wingert que também é jornalista e no final dialogou e abraçou seu colega jornalista Aurélio Decker. “O Vanius que é um dos melhores narradores do Brasil, um homem sério, ético e excelente profissional de comunicação me oportunizou um dia histórico, pois pude rever depois de muitos anos meu ex- técnico do juvenil do 15 de Novembro (1980), Omero Irineo Correa “Sagú” que hoje presta serviços como vigilante no Grupo Sinos e também pude abraçar o Aurélio Decker “Lélo” uma lenda viva do jornalismo brasileiro. Ganhei o dia, ganhei o feriado’, finaliza o vereador Jair Wingert do PSB de Campo Bom

quinta-feira, 28 de maio de 2015

PARLAMENTO HOMENAGEOU SARGENTO ADILSON

Vereador Jair Wingert ao lado do homenageado no Parlamento campo-bonense.
A proposição é de autoria do vereador do PSB, Jair Wingert
Na sessão de quarta-feira (27.05) a Câmara de Vereadores de Campo Bom homenageou o sargento aposentado da Brigada Militar, Adilson Lopes Machado que prestou relevantes serviços a comunidade, bem como, nos dias atuais segue escrevendo e participando de ações solidárias junto a comunidade de forma voluntária. O sargento Adilson nasceu em Campo Bom em 14 de maio de 1950 e ingressou na Brigada Militar em 1969 atuando com destaque pelo diálogo, ética e trabalho voltado em defesa da vida. O sargento Adilson também trabalhou na Rádio Progresso de Novo Hamburgo e na Rádio Cinderela acordava Campo Bom com o programa Alvorada Cinderela nos anos 80 no auge da emissora que abria na cidade. O sargento Adilson acordava Campo Bom com as músicas de raiz e seu galo Badéco “Canta Badéco! Onde a cada cantada do galo a hora certa era informada para o trabalhador não perder a hora do trabalho. E ao meio dia apresentava um programa líder de audiência na cidade, o Boletim Informativo da Brigada Militar. Como locutor trabalhou por 20 anos. Além do talento como comunicador, Adilson passou a escrever poesias e lançou dois livros; “A graça que vem do céu” e “Lágrimas de Mãe”. A venda dos livros foi revertida para a compra de sacolas básicas para famílias carentes. Adilson após sua aposentadoria  trabalhou muitos anos no Fórum de Campo Bom.  O sargento Adilson é casado com Jurema Dias Machado (1970) e tem quatro filhos:  Leila Cristina, Scheila Beatriz, Altemir Jordã e Neida Fabiana. A cerimônia contou com a presença de amigos, familiares e  colegas de trabalho do sargento Adilson Lopes Machado. Também prestigiaram a  sessão, a Dra. Marcia Regina Frigeri; Juiza de Direito de Campo Bom e Vicente Selistre; presidente do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom. O sargento Adilson visivelmente emocionado fez um apanhado de sua história na Brigada Militar, no rádio e na escrita de livros. O homenageado destacou a importância do diálogo, do amor e do respeito ao ser humano. Por fim  agradeceu a homenagem recebida e elogiou ao vereador Jair Wingert do PSB, autor da ideia e aos demais vereadores que aprovaram a mesma.

“Sargento Adilson é um homem de bem e do bem”

O vereador Jair Wingert (PSB), autor da homenagem salientou que este é um momento importante do Legislativo, pois a Câmara presta uma justa homenagem a um homem que faz parte da história de nossa cidade. “O sargento Adilson é uma pessoa que deu uma grande contribuição a nossa comunidade. Como brigadiano realizou um trabalho exemplar, pautado na ética, no diálogo e na busca de solucionar problemas. Já como comunicador de rádio, inovou e foi um dos grandes precursores da música raiz na região, observa Wingert que segue sua análise: “Como escritor também tem sido um instrumento do bem, escrevendo poesias e utilizando os recursos advindos da venda dos livros para comprar alimentos para famílias carentes. O nosso mandato teve o privilégio de ser o porta-voz desta homenagem. Penso que devemos homenagear as pessoas enquanto elas estão conosco. Também quero agradecer aos colegas vereadores pelos votos favoráveis”, observou Wingert que emocionado lembrou  que o sargento Adilson foi um policial sério, ético e exemplar. O brigadiano que fez de sua profissão um sacerdócio,” O bisavô do sargento Adilson Vespasiano Lopes Machado foi coronel do Exercito brasileiro, tendo lutado na guerra dos Farrapos. Hoje a espada de Vespasiano está exposta em um Museu em Porto Alegre. Já o pai de Adilson, Aldrovando Lopes Machado foi o terceiro brigadiano a residir em Campo Bom, quando  ainda éramos distrito de São Leopoldo. Ou seja,  a carreira militar está no DNA dos Lopes Machado. “No Fórum muito além de orientar locais e setores e prestar segurança, o sargento  conta que em muitos episódios serviu de conselheiro; psicólogo. Casais que vinha até o Fórum prontos a separação, muitas vezes após um diálogo com o sargento Adilson mudavam o rumo da história e o casamento era refeito”, observa o vereador socialista que conclui: “Sinto-me honrado em ser proponente desta  homenagem. Creio que devemos  dizer as pessoas que elas são importantes, que as admiramos, respeitamos e amamos enquanto estão conosco.  Adilson na escrita é um jardineiro das palavras; um vendedor de sonhos. Parabéns amigo Adilson por tudo que fizeste e que ainda continuará fazendo por nossa cidade, pela nossa gente” concluiu Jair Wingert. Também fizeram uso da palavra os vereadores – Paulo Cesar Tigre (PMDB), Victor de Souza (PC do B), representando o PC do B e PPS, bem como, o presidente do Legislativo, Alexandre Olavo Hoffmeister (PP). O homenageado recebeu uma placa de Honra ao Mérito pelos serviços realizados pela comunidade.
Alexandre Hoffmeister (PP), sargento Adilson e o vereador Jair Wingert (PSB) na entrega da placa de Honra ao Mérito pelos serviços prestados a comunidade.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

JAIR WINGERT: UM VEREADOR DE FÉ!

Clube de Desbravadores Valdenses da IASD da Iguaçú visitaram o vereador Valter que convidou seu colega Jair Wingert que é adventista para participar da reunião.
O vereador Jair Wingert (PSB) tem sua caminhada pautada na defesa da família, nas ações em defesa da saúde da mulher com acesso fácil a programas preventivos nos postos de saúde e exames preventivos com ênfase ao câncer de mama, mas sobretudo no que se refere a família e fé, Wingert é categórico “A família é a base de tudo e uma família sem Deus, sem fé e consequentemente sem esperança é uma família desestruturada. Se pesquisar um presidio constataremos que 8 de cada 10 presos são advindos de lares desfeitos, de lares onde não havia diálogo, não havia amor, não havia Deus. Temos que fortalecer as famílias através de programas de apoio. Continuo defendendo a criação do Ministério da Familia e das secretarias estaduais e municipais de amparo e apoio a família”, afirma o vereador que durante esta semana recebeu em seu gabinete a visita do pastor Marcos Adriano do Ministério Batista Completude de Vida. A reunião foi articulada por Liliane Lazzaris.
O vereador socialista a convite do vereador Valter Lemos Junior participou de uma visita do Clube de Desbravadores Valdenses da Igreja Adventista do Sétimo Dia do bairro Iguaçú (divisa com Campo Bom). O clube tinha como meta visitar uma autoridade e como a mãe do vereador Valter é membro da Igreja Adventista da Iguaçú, a direção do clube escolheu o vereador do PC do B para visita-lo. A reunião aconteceu no gabinete do vereador Valter e contou com a presença do pastor Everton Nunes, das líderes Rosane e Deise, além de vários integrantes do clube Valdenses.

“Fiquei feliz em receber a oração do pastor Everton”

O pastor Everton Nunes proferiu a leitura de um texto da Bíblia, e orou pelos vereadores Valter e Jair que é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Campo Bom. O vereador Jair Wingert agradeceu ao convite do vereador Valter Lemos Junior do PC do B e salientou. “O Valter é um grande amigo, um vereador atuante e ao lado do vereador Victor de Souza procuramos trabalhar em sintonia na busca de melhorar a vida das pessoas e incentivamos a participação popular, pois entendemos que é preciso que o povo seja protagonista e sujeitos da história. O modelo vigente hoje foge do preconizado por Jesus, basta lermos o livro de Atos dos apóstolos, nos dez primeiros capítulos veremos um modelo perfeito de sociedade preconizado por Jesus e implantado por seus discípulos, onde havia participação de todos e não havia miseráveis entre eles”, observa Wingert que segue sua analise “Como adventista do Sétimo Dia fico muito feliz em receber a visita do pastor Everton e ainda receber suas orações. A gente necessita das orações e do apoio para seguir a caminhada”, concluiu o vereador Jair Wingert do PSB. Os integrantes do Clube de Desbravadores Valdenses presentearam ao vereador Valter livros que falam de esperança, fé e espiritualidade.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

CÂMARA VAI HOMENAGEAR SARGENTO ADILSON

Sargento Adilson esteve visitando o gabinete do vereador Jair Wingert
Vereador Jair Wingert do PSB é o autor da homenagem ao ex-brigadiano

Na sessão de segunda-feira (18.05) da Câmara de Vereadores de Campo Bom foi aprovado por unanimidade (11 votos favoráveis) a homenagem ao sargento aposentado da Brigada Militar, Adilson Lopes Machado que prestou relevantes serviços a comunidade, bem como, nos dias atuais segue escrevendo, participando de ações solidárias junto a comunidade de forma voluntária.
O sargento Adilson nasceu em Campo Bom em 14 de maio de 1950 e ingressou na Brigada Militar em 1969 atuando com destaque pelo diálogo, ética e trabalho voltado em defesa da vida. O sargento Adilson também trabalhou na Rádio Progresso de Novo Hamburgo e na Rádio Cinderela acordava Campo Bom com o programa Alvorada Cinderela nos anos 80 no auge da emissora que abria na cidade. O sargento Adilson acordava Campo Bom com as músicas de raiz e seu galo badéco “Canta badéco!” Como locutor trabalhou por 20 anos. Além do talento como comunicador, Adilson passou a escrever poesias e lançou dois livros; A graça que vem do céu e Lágrimas de Mãe. A venda dos livros foi revertida para a compra de sacolas básicas para famílias carentes.
Escrever para Adilson é uma dádiva e destaca: “Motivos de muita alegria. A inspiração para escrever, considero uma assistência Divina que me ajuda frequentemente a escrever mensagens de esperança, de reflexão, incentivando o leitor a buscar a Deus dentro da sua religião Cristã, pois somente com esta aliança com Deus podemos superar os obstáculos da vida. Muita alegria e satisfação é o que sinto escrevendo, sempre com o objetivo do bem”, afirma Adilson que também trabalhou vários anos no Fórum de Campo Bom.
O sargento Adilson é casado com Jurema Dias Machado (1970) e tem Leila Cristina, Scheila Beatriz, Altemir Jordã, Neida Fabiana.

Homenagem na quarta-feira 27 de maio

O vereador Jair Wingert (PSB), autor da homenagem salienta que será um momento importante do Legislativo, pois a Câmara prestará uma justa homenagem a um homem que faz parte da história de nossa cidade. “O sargento Adilson é uma pessoa que deu uma grande contribuição a nossa comunidade, como, brigadiano realizou um trabalho exemplar, pautado na ética, no diálogo e na busca de solucionar problemas. Já como comunicador de rádio, inovou e foi um dos grandes precursores da música raiz na região, observa Wingert que segue sua análise: “Como escritor também tem sido um instrumento do bem, escrevendo poesias e utilizando os recursos advindos da venda dos livros para comprar alimentos para famílias carentes. O nosso mandato teve o privilégio de ser o porta-voz desta homenagem. Penso que devemos homenagear as pessoas enquanto elas estão conosco. Também quero agradecer aos colegas vereadores pelos votos favoráveis”, finaliza Jair Wingert (PSB). A homenagem será realizada na próxima quarta-feira (27.05) a partir das 18h e 30min na Câmara Municipal de Vereadores de Campo Bom. A sessão é aberta a comunidade e terá transmissão pela TV Câmara: < http://www.camaracb.rs.gov.br>.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

NEGO DI E AYRTON SENNA

Diogo sabia fazer gols e sorrir. Ele tinha a capacidade de transformar as tardes cinzentas e melancólicas em domingos ensolarados, mesmo aos 43 minutos com um gol
O futebol é perspicaz e propenso a criar lendas e paixões. Uma estranha magia que transforma em saga, cria mitos, heróis, glórias e tragédias.
Cresci no outro lado do arroio Schmidt, ou seja, na margem acima da Andradas mais precisamente no Rio Branco e portanto torcedor do Oriente, clube que tive o privilégio de defender, mas cresci e também joguei no 15 e descobri que os guris que defendiam o tricolor não eram os “bundão do centro”. Aprendi que os meninos do 15 e Oriente eram iguais no que se refere paixão pela bola. Salvo as rusgas inerentes a rivalidade existente, o resto era bola e mais bola, aliás, naqueles tempos não havia internet, whats, face e outras ferramentas. O que de mais moderno que existia era o Teatro Teleco que se instalava na Avenida Brasil no local onde hoje funciona o Rissul (depois eu mando a cobrança do comercial).
Nós assistíamos as peças noturnas, mas a preferência era pelo Big Show, domingo à tarde, uma espécie de show de calouros. Outro avanço tecnológico era o Cine Rio (cinema) e as matinês de domingo à tarde com os filmes de Django, Dólar Furado, e Bruce Lee. Quando passou Meu pobre coração de luto do Teixeirinha foram feitas três sessões, as lágrimas foram tantas que inundaram a loja Feira Marisa do Tauffic causando grande prejuízo. O cinema ficava onde hoje funciona a Moinho na Voluntários da Pátria.
Pois bem, me orgulho de ter assistindo o 15 de Novembro ainda amador. Eu vi, meninos eu vi! Vi Ismar Reichert, Bilú, Celso Bock, Dé, Elton, Polenta, Luia, Renatinho, Claunir, Schuetz,Trott, Naldo, Helinho, Luizinho, Popa e tantos outros que formaram duas, três gerações de ouro do futebol amador do Rio Grande. O 15 era chamado de “Os professores de futebol” Mesmo orientista sempre fui um apaixonado pelo futebol e como dizia o grande intelectual Eduardo Galeano “... Não passo de um mendigo do bom futebol. Ando pelo mundo de chapéu na mão e nos estádios suplico: uma linda jogada pelo amor de Deus! E quando acontece o bom futebol, agradeço o milagre – sem me importar com o clube ou o país que o oferece”.
Cresci e não houve outro jeito e como meia direita ou falso ponta esquerda fechando o meio descobri que sou um bom repórter. E segui minha senda e presenciei algo extraordinário. Tive o privilégio de conhecer e conviver com um dos melhores atacantes que vi jogar, seu nome? Claudelir Diogo João, ou simplesmente Diogo. Os mais íntimos o chamavam carinhosamente de nego Di. O Linhares que hoje está morando em Barcelona quando repórter também o chamava de Abdu numa alusão ao craque de renome internacional. Diogo era goleador, atacante habilidoso, chutava com as duas pernas (uma de cada vez), excelente cabeceador, bem como tinha muita velocidade.
Diogo era o que hoje chamam de atacante moderno. Gostava de fazer gols e sorrir. Dentes brancos como marfim e um coração do tamanho do mundo. Diogo veio para o 15 de Novembro ainda em 1993 na transição do amador para o profissional pelas mãos do Celso Bock que na minha opinião se tivesse seguido carreira como técnico profissional, hoje estaria na turma da elite do futebol brasileiro. O nego Di vivia no Rio Branco, amado pela turma do bar, sempre de bom coração não raro repassava o valor do bicho a algum pai de família desempregado que chorava as mágoas ao atacante tricolor. Diogo chorava junto e ajudava. De bom coração e ingênuo em alguns momentos, Diogo não suportava as injustiças desta vida e muitas se escondia num copo. A turma do bar eram os amigos mais que fiéis. O nego Di era um centroavante matador, as vezes passava a partida inteira sem uma grande jogada, mas aos 43 minutos pronto, bola na área gol de Diogo e o povo feliz. Ele parecia aqueles cachorros que estão dormindo no portão da casa e tu não dá nada por ele, entra pátio adentro e antes de chegar à porta da casa, ele te morde o calcanhar, assim são os goleadores, assim era Romário, assim era Flávio Bicudo, Dáda Maravilha, André Catimba e Fernandão.
Diogo em 1994 sob o comando de Casemiro Mior fez gol tipo bicho. (16 gols). Goleador do gauchão 1994 (segundona), estava na lista para ser contratado pelo Internacional, que acabou trazendo para o Beira Rio, Zé Alcino do São Borja que depois jogou no Grêmio e no futebol japonês. Cá entre nós: Diogo com uma perna amarrada nas costas jogava mais que o imprevisível Zé Alcino. O problema era fora das quatro linhas. A vida é dura e as vezes se dilui de forma etílicia.
No dia 1° de maio de 1994, o 15 jogaria com o Novo Hamburgo no Santa Rosa. Clássico do Vale, a torcida tricolor lotou 20 ônibus e invadiu Nóia. A geral do Santa Rosa ficou tomada pelos campo-bonense que eram maioria no estádio. Mas antes da partida estávamos ali no restaurante da piscina e veio a noticia por volta das 13h e 30min de que Ayrton Senna, o nosso Ayrton do Brasil havia morrido na fatídica curva Tamburello.
Nós da imprensa e os demais ficamos perplexos e lembro que o Linhares meu colega que atuava em outro jornal (O Fato) com os olhos cheios de lágrimas apenas olhou para mim, como quem diz: não é verdade. Mas pior que era a mais triste verdade. Num primeiro de maio dia do trabalhador e não do trabalho como muito tentam aplicar, morria o nosso Ayrton que era da Silva como tantos brasileiros. Neste instante aconteceu algo mágico. Os jogadores do 15 começavam a seguir para o ônibus e o nego Di vendo nossa tristeza para e diz: “O do jornal sei que vocês estão tristes, mas hoje a tarde o nego Di vai fazer o povo sorrir”.
O clássico iniciou pegado e o tricolor abriu o placar com Sandro Oliveira, porém na etapa final mesmo jogando melhor o tricolor cedeu o empate. O Nóia marcou através de Paulão. Aos 42 minutos na goleira do centro no Santa Rosa, o zagueiro Piccoli (hoje técnico do Juventude) desarma Márcio e toca para Diogo. O atacante recebe a bola no meio campo, a zaga anilada costumava fazer a linha de impedimento e saiu, esperando que Diogo lançasse, porém aí é que difere o craque do perna de pau, Diogo segurou um pouco a bola e lançou no ataque para ele mesmo, ou no ponto futuro como diria o capitão Coutinho. Avançou em velocidade ganhou da zaga que ficou atônita. O goleiro Dagoberto saiu fora da área e antes de chegar, Diogo de fora da área de perna esquerda por cobertura chutou. A bola percorreu uns vinte metros, mas parecia uma eternidade. De um lado os torcedores anilados tentavam tirar com os olhos e na geral os campo-bonenses se preparavam para orgásmica comemoração, sim porque o gol é o orgasmo do futebol! Dagoberto volta, mas para no meio do caminho, também tentando tirar com os olhos, pois era só o que restava para ele. O outro personagem, Diogo olhava com olhos de lince. A bola esta senhora caprichosa que gosta de ser tratada de tu, morreu no fundo das redes.
A geral do Santa Rosa veio abaixo e Diogo saiu em direção ao seu povo naquele estilo que ele costumava comemorar os gols, fazendo aviãozinho de braços abertos. O sorriso de marfim, alegria estampada no rosto do goleador. Antes de chegar à tela para vibrar com a nação tricolor, Diogo ainda passa por mim e pelo Linhares que vibrávamos abraçados e diz: “O do jornal não falei para vocês que o nego Di faria o povo sorrir” e se foi como um nobre africano, um guerreiro Zulú, sua majestade Abdu Diogo, ou simplesmente o nego Di para nós o seu povo do Morro das Pulgas; o Rio Branco.
Na arquibancada a torcida tricolor cantava “biriri, bororó... pegamos o Nóia e óh oh óh”, com direito a coreografia e tudo no óh, óh,óh.
O futebol carece de atacantes como Diogo que tinha a capacidade de fazer sonetos com a bola e transformar tardes de domingos cinzentas em dias ensolarados. E parafraseando o poetinha Vinicius de Moraes “Me perdoem os pernas de pau, mas ser craque é fundamental".
Diogo fazia gols e fazia o povo feliz. Gols bonitos e gols feios, aliás, não existe gol feio, feio é não fazer gols, que o diga os Rafael Mouras e os Brian Rodrigues da vida!
Eu Jair Wingert; jornalista estava lá e vivenciei esta cena. E amigos e amigas: confesso que vivi!
Esta é uma das formações do 15 de Novembro em 1994 com: Professor Moacir, Fábio, Piccoli, Roberto Caçapava, Gerson, Giovane, Giovane I. Agachados: Tio Pedro; massagista, Lela, Diogo, Balalo, Jorge Luis e Paulo Leandro.